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09/08/2025 - 18:55

Justiça suspende contratos de R$ 499 mil do prefeito de Tabaporã por suspeita de uso pessoal de serviços advocatícios

MPMT acusa prefeito Carlão Borchardt de Tabaporã (MT) de contratar advogados para fins pessoais. Justiça suspende pagamentos e investiga improbidade administrativa.

Por Redação Jornal Oeste

Tabaporã (MT) – A Justiça de Mato Grosso suspendeu contratos no valor total de R$ 499.990,06 firmados entre a Prefeitura de Tabaporã, a 643 km de Cuiabá, e uma sociedade de advogados. A medida atende a pedido do Ministério Público do Estado (MPMT), que acusa o prefeito Carlão Borchardt (PL) de utilizar os serviços para fins pessoais.

A decisão, proferida na última sexta-feira (1º) e divulgada na segunda-feira (4), determinou a imediata suspensão dos pagamentos ao escritório, sob pena de multa diária de R$ 2 mil, limitada a R$ 60 mil. Também foi suspenso um contrato paralelo da mesma sociedade de advogados com a Câmara Municipal de Tabaporã.

Contratos sem licitação e suspeita de improbidade
Segundo o MPMT, os contratos foram celebrados sem licitação, com vigência de 11 de fevereiro de 2025 a 11 de fevereiro de 2026, e previam pagamento em 12 parcelas mensais. A promotora Anízia Tojal Serra Dantas apontou que a contratação violou princípios constitucionais da administração pública, configurando ato de improbidade administrativa.

Para o órgão de fiscalização, os serviços contratados poderiam ser prestados pelo procurador do município e pela equipe jurídica da própria Prefeitura, tornando a contratação desnecessária. O MP também indicou a possibilidade de prejuízos aos cofres públicos e enriquecimento ilícito dos envolvidos.
Patrimônio milionário e repercussão política

Carlão Borchardt foi eleito em 2020 com 3.245 votos (53,65%) e declarou à Justiça Eleitoral possuir patrimônio de R$ 135.957.647,20, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A denúncia gerou forte repercussão na cidade e entre lideranças políticas regionais, reacendendo o debate sobre o uso de recursos públicos para custear despesas particulares de agentes políticos.

Com a decisão, a Prefeitura e a Câmara Municipal ficam impedidas de efetuar qualquer pagamento relacionado aos contratos investigados até a conclusão do processo.

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