Cáceres (MT) – O Festival Internacional de Pesca Esportiva de Cáceres, conhecido como FIPe, é atualmente um dos maiores orgulhos do Mato Grosso. Reconhecido pelo Guinness Book como o maior festival de pesca embarcada em água doce do planeta, o evento movimenta a economia, o turismo e a cultura regional.
Mas por trás de toda essa grandiosidade, existe uma história pouco contada — e um nome que precisa ser reconhecido com justiça: Luizmar Faquini.
A afirmação vem de Irajá Lacerda, líder político cacerense, que nesta entrevista resgata o papel decisivo do jornalista e radialista na idealização do FIPe. “O festival só existe porque um comunicador sonhou — e teve coragem de lutar para que esse sonho se tornasse realidade”, declara.
ENTREVISTA
Como surgiu a ideia de reconhecer publicamente Luizmar Faquini?
Irajá Lacerda:
Porque é justo. E porque está mais do que na hora de fazer isso.
O FIPe é um patrimônio de Cáceres e do Brasil, mas quase ninguém lembra que, lá no começo, foi um comunicador que acendeu essa faísca. Luizmar Faquini participou de uma gincana em Barra do Bugres e voltou com a ideia de criar um festival de pesca em Cáceres. E ele não ficou só na ideia — ele articulou, mobilizou e ajudou a transformar em realidade.
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Você diria que ele foi o verdadeiro idealizador do festival?
Sim, sem dúvida. Ele é o grande idealizador. Claro, houve outras pessoas importantes no processo, como o então prefeito Ivo Scaff e lideranças locais, mas Luizmar Faquini foi o primeiro a enxergar o potencial do evento como identidade para a cidade.
Ele viu além da pesca. Viu turismo, economia, cultura, pertencimento.
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Por que você acredita que o nome dele ficou apagado ao longo do tempo?
Porque Luizmar nunca buscou holofotes. Ele não era do tipo que se autopromovia. Ele queria que o projeto acontecesse, que Cáceres crescesse — e não que o nome dele brilhasse. Mas agora, como cidade, como sociedade, nós temos a responsabilidade de dar esse crédito.
O FIPe leva o nome de Cáceres para o mundo. E parte disso começou na mente e no coração do Luizmar.
Você acredita que esse reconhecimento pode inspirar outras gerações?
Sem dúvida. Faquini representa o que é ser cidadão de verdade. Ele usou a comunicação para transformar uma cidade. Ele conectou Cáceres ao mundo com coragem e visão.
Que sua história sirva de exemplo para os jovens, para os líderes, para todos nós.
É um legado invisível, mas imenso. E agora, ele precisa ser visível, celebrado e lembrado com orgulho.
Para concluir, qual seria sua mensagem ao povo de Cáceres?
Que nunca deixemos de valorizar aqueles que fizeram história com verdade, com amor pela cidade e com coragem. Luizmar Faquini é um desses nomes.
E o FIPe, com toda a sua grandeza, carrega dentro de si um pedaço dessa história.
Vamos reconhecer, vamos honrar — e vamos lembrar sempre de onde viemos.