O Ministério Público do Trabalho (MPT) obteve na Justiça a
condenação definitiva do Estado de Mato Grosso por assédio moral praticado no Escritório Regional de Saúde de Colíder, ligado à SES/MT. A ação foi movida após
depoimentos e provas médicas demonstrarem perseguição, tratamento agressivo, retirada de funções, imposição de tarefas indevidas e
afastamentos por doenças psiquiátricas causados pela conduta da diretora da unidade.
A Justiça reconheceu a prática como
violação grave dos direitos da personalidade dos servidores e condenou o Estado a:
- Pagar R$ 50 mil em danos morais coletivos;
- Criar mecanismos efetivos de denúncia, com garantia de sigilo e punições rigorosas;
- Implantar programas permanentes de prevenção ao assédio moral;
- Treinar membros da CIPA sobre assédio;
- Divulgar informações claras nos locais de trabalho sobre o tema e as responsabilidades da SES/MT.
Durante o processo, o MPT ainda apontou
falhas na investigação interna da SES/MT, como ausência de escuta de sindicatos e convocação de testemunhas para depoimento a quase 700 km de distância, o que prejudicou a apuração. Mesmo após a denúncia, a gestora continuou no cargo.
A sentença afirma que o Judiciário não pode legitimar um ambiente institucional violento e que o Estado foi omisso ao manter a diretora, contribuindo para o
adoecimento emocional e psiquiátrico dos trabalhadores.