31/07/2025 - 10:57
Paquetá é inocentado e volta pro jogo: “Sempre fui limpo”, diz o camisa 10 do West Ham
Por Redação Jornal Oeste
Depois de quase dois anos de aperreio, o meia Lucas Paquetá enfim pôde soltar o grito preso na garganta: foi absolvido das acusações de envolvimento com apostas esportivas pela Federação Inglesa de Futebol (FA). A decisão saiu nesta quarta-feira (31), e já ecoou até nas bandas do Coxipó: o “homem tá limpo” e pronto pra continuar jogando bola com raça e leveza.
Conforme a comissão reguladora independente, não teve prova suficiente pra dizer que o jogador tentou tomar cartão amarelo de propósito pra ajudar esquema de apostas, como a FA tava tentando empurrar desde o ano passado.
“Desde o começo eu falei que era inocente. Fiquei quieto, deixei minha equipe jurídica trabalhar e agora a verdade apareceu”, disse Paquetá, num tom emocionado.
Entenda o rolo
O caso começou a feder em agosto de 2023, quando apostas estranhas chamaram a atenção em quatro jogos do West Ham. A FA veio pra cima dizendo que Paquetá teria buscado levar cartão de propósito nos jogos contra Leicester, Aston Villa, Leeds e Bournemouth — tudo entre 2022 e 2023.
Em maio de 2024, veio a denúncia formal, com base na regra E5.1 da federação inglesa, que fala de manipulação de resultado. A pena, se fosse comprovada, poderia ser banimento do futebol pra sempre.
Mas e agora, como fica?
Com a absolvição, Paquetá tá liberado pra jogar sem pendência nenhuma. A única coisa que ele ainda vai ter que resolver é uma bronquinha menor: foi considerado culpado de não ter respondido direito algumas perguntas da investigação (regra F3), o que deve render só uma multa administrativa.
Segundo fontes do clube, o West Ham ficou firme ao lado do jogador o tempo todo, mesmo com a imprensa inglesa metendo pressão. O clube agora deve acelerar negociações antigas — inclusive com o Manchester City, que chegou a oferecer £85 milhões pelo brasileiro antes da confusão estourar.
Na rede social, só gratidão
Logo depois da decisão, Paquetá postou uma nota de agradecimento. Falou da esposa, da família, dos torcedores, do clube e, claro, da fé em Deus.
“Foram meses difíceis, mas eu nunca perdi a fé. Agora é olhar pra frente, voltar a jogar sorrindo e fazer o que eu mais amo.”
“O guri não é bandido, é boleiro”
Agora é vida que segue. O caso de Paquetá mostra que até quem joga limpo pode sofrer com julgamento apressado. Mas justiça foi feita. No final, ficou provado que o camisa 10 do West Ham é boleiro, não é apostador.
E como diz o povo daqui: quem não deve, não teme. E quem tem fé, um dia colhe a vitória.