O Brasil encerrou o segundo trimestre de 2025 com uma das notícias mais animadoras do ano: a
taxa de desemprego caiu para 5,8%, o menor índice desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O número representa uma queda significativa em relação ao trimestre anterior (7,0%) e consolida uma tendência de recuperação robusta do mercado de trabalho, mesmo em um cenário de juros altos e instabilidade global.
“A taxa de desocupação segue em queda, com o avanço da formalização e da ocupação em diversos setores da economia”, informou Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas por amostra de domicílios do IBGE.
- A população ocupada no país chegou a 102,3 milhões de pessoas, crescimento de 1,8% em três meses.
- O número de desempregados caiu para 6,3 milhões, redução de 17,4% no trimestre.
- O nível de ocupação subiu para 58,8%, também o maior já registrado.
- O total de trabalhadores com carteira assinada no setor privado chegou a 39 milhões – novo recorde.
O levantamento do IBGE também mostra que o
rendimento médio real habitual alcançou
R$ 3.477, o maior valor da série histórica. A
massa salarial no país bateu
R$ 351,2 bilhões, com alta de 5,9% em 12 meses.
Esse avanço da renda média é impulsionado principalmente pelo aumento na formalização dos empregos, crescimento do setor de serviços e estabilidade nos setores agropecuário e industrial.
Apesar dos avanços, especialistas alertam que o país ainda enfrenta
altos índices de informalidade, subutilização da força de trabalho e disparidades regionais. A taxa de subutilização, por exemplo, ficou em
14,4%, também a menor da série, mas ainda representa mais de 15 milhões de pessoas que gostariam de trabalhar mais ou não conseguem emprego.
A queda histórica do desemprego é mais do que uma estatística: é sinal de que milhões de brasileiros voltaram a acreditar no trabalho como caminho para a dignidade. Para manter essa curva descendente, será preciso investir em
educação técnica, capacitação, inovação no campo e na cidade, além de políticas públicas que garantam a
sustentabilidade desse crescimento.