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26/07/2025 - 17:43 | Atualizado em 26/07/2025 - 17:55

16 países retiram restrições à carne brasileira e mercado se recupera após Gripe Aviária

Após a suspensão de restrições por 16 países, o Brasil retoma as exportações de carne de frango, recuperando o mercado global.

Por Redação Jornal Oeste

O agronegócio brasileiro vive um momento de alívio. Após quase dois meses de tensão por conta da Gripe Aviária, 16 países já retiraram as restrições às importações de carne de frango do Brasil, sinalizando a recuperação da confiança internacional na qualidade e segurança do produto brasileiro. A decisão neutraliza boa parte dos impactos comerciais que vinham afetando as exportações desde o registro do foco da doença em granjas comerciais no Rio Grande do Sul.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), países como Japão, África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Vietnã, Qatar, Egito e Chile voltaram a aceitar normalmente os embarques, sem limitações por região. O Brasil, maior exportador mundial de carne de frango, retoma seu ritmo nos principais mercados e mantém a liderança global com projeções otimistas para o segundo semestre.
Apesar da boa notícia, nove países e a União Europeia ainda mantêm restrições totais — entre eles China, Canadá, Malásia e Peru. Outros mercados, como Arábia Saudita, Coreia do Sul e Reino Unido, adotam restrições apenas às áreas específicas que foram afetadas, seguindo o modelo de regionalização.
A Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH) declarou que o Brasil permanece livre da Gripe Aviária em nível comercial, após o período de 28 dias sem novos casos. Esse reconhecimento acelerou as negociações para a reabertura dos mercados, fortalecendo a imagem do país como fornecedor confiável e com alto padrão de biossegurança.

O ministro Carlos Fávaro afirmou que o episódio é um exemplo de resiliência do agro brasileiro:
“Mostramos ao mundo a força do nosso sistema de inspeção e sanidade. A rápida reação do setor privado e do governo foi fundamental para recuperar os mercados com agilidade.”
O setor produtivo celebra o desfecho, mas a atenção continua voltada para a retomada total, principalmente com o gigante asiático. A China, maior compradora da proteína brasileira, ainda avalia a reabertura completa de seus portos ao frango nacional.

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