Recebemos um vídeo revoltante de um morador do bairro Lobó, em Cáceres, que escancarou mais uma vez a distância entre o que a prefeitura mostra nas redes sociais e o que realmente acontece nas ruas da cidade. Enquanto os perfis oficiais da gestão Eliene alardeiam o "cascalhamento" das vias, o que está sendo despejado pelas máquinas é apenas terra batida. Isso mesmo: TERRA!
A situação gerou revolta entre os moradores, que se sentem enganados e exigem explicações. O vídeo mostra claramente o caminhão descarregando apenas terra comum — sem sinal algum de cascalho, que é o material adequado para melhorar a trafegabilidade e resistir ao período de chuvas.
Terra no chão, cascalho na nota?
Para se ter ideia, o metro cúbico de terra comum custa cerca de R$ 15 a R$ 25, enquanto o cascalho pode ultrapassar R$ 80 com transporte e aplicação. Se em vez de cascalho estão jogando terra, a diferença de valores por rua pode chegar a milhares de reais.
Fica a dúvida: se o valor pago é de cascalho, pra onde foi o dinheiro da diferença? Essa prática configura, no mínimo, má gestão. No máximo, pode ser desvio de recurso público.
Este não é um caso isolado, moradores da Vila Sadia tem relatado situações parecidas este ano.
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