O Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro e o Secretário Executivo do Mapa, Irajá Lacerda, literalmente atropeloaram a "carruagem" do governador Mauro Mendes, abraçaram a causa e resolveram o imbróglio técnico que assombra há anos a população de
Vila Bela da Santíssima Trindade, primeira capital de Mato Grosso.
O que poucos dizem, mas precisa ser reconhecido, é que
Irajá Lacerda, secretário-executivo do Ministério da Agricultura, vem trabalhando de forma silenciosa, incansável e estratégica ao lado de Fávaro há
dois anos para tirar esse projeto da gaveta. Foi essa articulação que finalmente fez a ponte sair do limbo da burocracia.
A história da ponte sobre o
rio Guaporé, que liga a cidade à Bolívia e serve como elo vital para a zona produtiva da região, começa lá nos anos 1990, quando o ex-prefeito Joel Pereira desafiou a lógica e realizou a obra. Um ato visionário.
Com o avanço da agricultura, uma nova e robusta ponte de concreto foi construída pela empresa Sanches Tripoloni. No entanto, falhas graves nos cálculos estruturais condenaram a obra:
uma ponte que balança, mas não cai — até agora. Vinte anos depois, a estrutura foi considerada instável e virou um símbolo de frustração regional.
A pressão popular e das lideranças da pecuária e agricultura foi decisiva. E no último dia
10 de julho, o anúncio chegou como alívio:
R$ 15 milhões foram liberados pelos ministérios da Agricultura e Transportes para restaruação da ponte de concreto, mas enquanto isso, será iniciada de forma imediata a construção de uma
ponte de madeira provisória.
O prefeito reeleito de Vila Bela,
Dr. André Bringsken, foi só gratidão:
“Somos muito gratos ao Fávaro e ao Irajá pela grande ajuda que estão nos dando neste momento tão difícil que estamos passando, mas venceremos porque nosso povo é trabalhador e muito determinado.”
Com o apoio de
Irajá e Fávaro, o município também se prepara para assinar
mais dois convênios em Brasília, visando resolver de vez o drama da ponte sobre o
rio Sararé e a ligação com o
colégio agrícola. A era da improvisação está com os dias contados. Ponte de madeira, nunca mais!
E vem mais por aí:
Quando as máquinas roncarem rumo ao santuário das cachoeiras e ao caminho do Pacífico, começa a concretização de um novo ciclo de desenvolvimento. Como manda a engenharia:
primeiro as pontes, depois o asfalto. E Vila Bela já está na linha de partida.