07/07/2025 - 13:23
COVARDIA SEM FIM! Julgamento do assassino do frentista corre risco de ser adiado de novo e viúva explode: “Até quando vão zombar da nossa dor?”
Família de Lourival Serafim protesta após possível novo adiamento do julgamento. Viúva denuncia manobras da defesa e cobra justiça após 14 anos de espera.
Por Redação Jornal Oeste
É revoltante. Quase 14 anos depois do assassinato brutal do frentista Lourival Serafim de Almeida, a família ainda não teve direito à justiça. O julgamento do réu Altair dos Santos Cunha, marcado para esta quarta-feira (10), corre sério risco de ser adiado mais uma vez, e o motivo é o mesmo de sempre: a alegação de doença do advogado de defesa.
A família, que realizou nesta segunda-feira (07) uma manifestação emocionante em frente ao Fórum de Cuiabá, foi surpreendida com a notícia de que o julgamento pode não acontecer. O sentimento agora é de indignação e revolta total.
A viúva, Sunamita, não aguentou o silêncio e desabafou diante da imprensa e dos manifestantes:
“Até quando vão zombar da nossa dor? Meu marido foi assassinado covardemente, a sangue frio, e até hoje o assassino está solto, adiando tudo com desculpas. Isso é justiça?”
Relembre o caso
Lourival foi morto em 2011, enquanto trabalhava em um posto de combustíveis no bairro Novo Paraíso. O autor dos disparos se aproximou com uma garrafa PET, fingindo ser cliente, e atirou cinco vezes à queima-roupa. A motivação: vingança mal direcionada. Lourival não tinha envolvimento com o crime que gerou a fúria de Altair.
Mesmo preso no dia do crime, após trocar tiros com a PM, Altair respondeu em liberdade por quase 14 anos. E agora, mesmo com o júri marcado, tudo indica que a velha estratégia de empurrar com a barriga será usada mais uma vez.
A justiça que nunca chega
A manifestação desta segunda não foi apenas um ato simbólico. Foi o grito engasgado de uma família que carrega a dor da impunidade há mais de uma década. Amigos, parentes e apoiadores se vestiram de branco, seguraram cartazes e pediram o que já deveria ter sido garantido desde o início: respeito, verdade, justiça.
“Se fosse ao contrário, se meu marido tivesse feito o que esse homem fez, estaria preso até hoje. Mas como era trabalhador, virou estatística”, desabafou Sunamita.