Mais uma derrota para quem ensina nossos filhos
Em
Pontes e Lacerda, os professores da rede municipal lutam desde 2019 por um salário digno. Ganharam na Justiça, têm uma sentença definitiva que obriga o município a pagar o piso nacional, mas mesmo assim, nesta sexta-feira (27), os professores da rede municipal de Pontes e Lacerda sofreram mais uma derrota vergonhosa na Câmara de Vereadores.
Com o plenário lotado e a esperança no rosto de cada servidor, os vereadores da base do prefeito aprovaram o Projeto de Lei 3.224/2025, que
retira mais de R$ 1,7 milhão da folha de pagamento do FUNDEB — dinheiro que deveria ser usado para pagar os professores — e destina tudo isso para
reforma de uma creche.
A arma que parou a sessão
No momento mais tenso desta manhã, o vereador
Carlinhos (União Brasil) se levantou,
ergueu um livro com os braços estendidos e declarou em voz alta:
“Essa aqui é a arma desse povo que está sentado assistindo à Câmara Municipal! Professores não têm fuzil, têm livros! E não tinha necessidade da Polícia Militar estar aqui.”
A cena chocou. O gesto de Carlinhos comoveu o plenário, que
aplaudiu de pé. Era o símbolo da luta dos educadores. Mas o simbolismo não foi suficiente para barrar a covardia que viria depois.
Presidente da Câmara chamou a PM
Com medo da reação dos professores, a presidente da Câmara,
Marta Lacerda (PL),
chamou a Polícia Militar para “garantir a ordem”.
Ordem contra quem?
Contra professores armados de cartazes, cadernos e boletins. Contra mães que educam. Contra pais que ensinam. Contra o povo.
A conta que ninguém quer fazer
Piso nacional do magistério (2025): R$ 3.650,83
Salário atual pago pela prefeitura: R$ 2.891,91
Diferença mensal: R$ 758,92 por professor
Valor retirado do FUNDEB: R$ 1.765.572,42
Isso daria para
pagar o reajuste de quase 200 professores por um ano inteiro!
Mas preferiram investir em obras. Em ano pré-eleitoral. Preferiram desobedecer a Justiça e empurrar o problema.
O VOTO QUE ESCANCAROU A TRAIÇÃO
Na sessão do dia 16 de junho, os vereadores
Luana (PL), Gilson (PRTB), Marcos Santana (PSDB) e Josué disseram em alto e bom som que
eram contra o projeto.
Prometeram apoio. Fizeram discurso. Foram aplaudidos.
Mas no dia 27,
mudaram o voto. Traíram os professores.
COMO VOTARAM OS VEREADORES
❌ VOTARAM A FAVOR DO PROJETO (e contra o piso dos professores)
- Marta Lacerda (PL) – presidente da Câmara
- Edimar (PL)
- Luana (PL)
- Marcos Santana (PSDB)
- Gilson (PRTB)
- Josué (PRTB)
✅ VOTARAM CONTRA O PROJETO (a favor dos professores)
- Clébio Motorista (PSDB)
- Ricardo (PL)
- Carlinhos (União Brasil)
- Guelo (PRD)
- Cleber Sella (Republicanos)

A pergunta que não quer calar
Se a Prefeitura tem dinheiro em caixa, por que não paga os professores?
Por que tira da folha de pagamento para investir em obra?
Por que precisa da polícia para enfrentar servidor público em um plenário democrático?
A luta continua
Mesmo derrotados, os professores deram uma lição de coragem.
Levantaram livros, não bandeiras. Gritaram justiça, não ofensas. Enfrentaram políticos, não inimigos.
Que sirva de alerta: o povo está assistindo. E em breve, vai votar.
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DENUNCIE
📩 Professores, pais, estudantes: contem sua história!
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redacao@jornaloeste.com.br
Vamos expor quem traiu a educação pública de Pontes e Lacerda