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24/06/2025 - 12:09 | Atualizado em 24/06/2025 - 13:01

Presidente do Instituto Brasil Cooperado diz que rombo de R$ 400 milhões na Unimed Cuiabá foi fabricado para favorecer aliados da atual gestão

Segundo Maurício Coelho, alterações no balanço de 2022 beneficiaram prestadores ligados à atual gestão

Por Daniel Costa | Eder Pereira

Daniel Costa | Eder Pereira - omatogrosso.com

 (Crédito: Daniel Costa | Eder Pereira - omatogrosso.com)
O presidente do Instituto Brasil Cooperado (IBC), Maurício Coelho, fez uma grave denúncia que abala os bastidores da Unimed Cuiabá. Segundo ele, o suposto rombo de R$400 milhões apresentado no balanço da cooperativa médica foi “fabricado artificialmente” pela atual diretoria, em uma manobra para beneficiar prestadores ligados ao grupo que assumiu o comando em março de 2023.

Documento fornecido pelo Instituto Brasil cooperado.
De acordo com o levantamento do IBC, R$331 milhões foram movimentados por meio de alterações contábeis no balanço de 2022. Parte dessas mudanças incluiu R$185,4 milhões em contas médicas sem auditoria interna, algumas antigas, fora do sistema ou já rejeitadas por outras cooperativas. Dentre essas, R$70,7 milhões eram de contas de intercâmbio, que deveriam ter sido cobradas de outras unidades da Unimed, mas foram recusadas por falta de critérios técnicos.

Documento fornecido pelo Instituto Brasil cooperado.
Outra alteração apontada foi o deslocamento de R$97 milhões em receitas de 2022 para 2023, inflando o primeiro balanço sob responsabilidade da atual gestão.
“Os R$185,4 milhões em contas foram incluídos para beneficiar prestadores ligados à gestão, como o Hospital Santa Rosa e a Oncomed. Isso está documentado. Os cooperados já sabem e a cidade precisa saber”, afirmou Coelho.
Com o aumento artificial dos custos assistenciais, a diretoria também elevou provisões técnicas em R$48,7 milhões. Segundo o IBC, parte desses valores foi sacada ao longo de 2023.
“Só em uma das provisões, a chamada PEONA, foram sacados R$62 milhões no ano seguinte. O dinheiro não sumiu. Foi usado para aumentar tabelas de prestadores aliados”, denunciou.
Mesmo com os valores carregados de 2022, a atual gestão, segundo Coelho, “entregou quase R$60 milhões em prejuízos no ano seguinte”. Para ele, os documentos comprovam que a narrativa do rombo foi criada para acobertar interesses internos e transferências direcionadas.

Documento fornecido pelo Instituto Brasil cooperado.
DOCUMENTO MOSTRA RECONHECIMENTO DE RECEITA, DIVERGÊNCIA COM O CPC 47 E EFEITOS INDETERMINADOS

Documento fornecido pelo Instituto Brasil cooperado.
“MÁFIA TOMOU A UNIMED CUIABÁ NA GESTÃO
BOURET”, DENUNCIA PRESIDENTE DO INSTITUTO BRASIL COOPERADO

O presidente do Instituto Brasil Cooperado (IBC), Maurício Coelho, fez uma denúncia grave e direta sobre a atual gestão da Unimed Cuiabá. Em entrevista, ele afirmou que a cooperativa médica foi tomada por uma verdadeira máfia, que opera de forma articulada para encobrir irregularidades e perseguir quem tenta expor a verdade.
Segundo Coelho, o grupo que comanda hoje a Unimed é criminoso, com ligações com setores políticos, institucionais e até midiáticos.
“A Unimed Cuiabá foi tomada por uma máfia. Um grupo criminoso, muito articulado politicamente, nas mídias e nos bastidores do poder. Eles cometeram diversas irregularidades e criaram uma estrutura para encobrir os crimes e perseguir quem ousa denunciar. É disso que estamos falando”, afirmou.
O presidente do IBC também revelou que muitos cooperados têm medo de se manifestar por conta do poder que essa gestão exerce nos bastidores.
“Os médicos estão com medo. Há um clima de terror institucional. Esse grupo usa a influência para silenciar vozes e manipular narrativas. Existe, sim, uma máfia instalada na administração da Unimed Cuiabá, e ela não age sozinha”, declarou.
Coelho ainda apontou que o rombo financeiro divulgado pela atual diretoria, que fala em mais de R$400 milhões em prejuízos, foi fabricado. Segundo ele, o Instituto já demonstrou publicamente R$331 milhões em alterações contábeis que serviram a propósitos escusos da atual gestão.
“Eles não encontraram o rombo, eles fabricaram o rombo. Manipulam números para reconhecer contas sujas e beneficiar aliados”, afirmou.
UNIMED CUIABÁ ASSINOU CONTRATOS RETROATIVOS PARA
BENEFICIAR HOSPITAL ALIADO AO PRESIDENTE CARLOS BOURET

Presidente e diretor da cooperativa autorizaram pagamentos ao Hospital Santa Rosa por procedimentos realizados antes da formalização contratual
Mais uma denúncia abala a credibilidade da atual gestão da Unimed Cuiabá. Documentos obtidos com exclusividade pelo Instituto Brasil Cooperado (IBC) revelam que o presidente Carlos Eduardo de Almeida Bouret e o diretor Mohamed Kassen Omais assinaram, em 12 de fevereiro de 2025dois aditivos contratuais retroativos com o Hospital Santa Rosa, assegurando o pagamento de serviços oncológicos realizados sem cobertura contratual desde 1º de julho de 2024.
O caso envolve a área de oncologia da cooperativa. Em 2024, um grupo de empresas especializadas apresentou, em Assembleia, uma proposta para assumir a maior parte da demanda oncológica da Unimed Cuiabá. A proposta foi aprovada, e pelo menos 90% dos atendimentos deveriam ser destinados exclusivamente a esse grupo, o que implicava o descredenciamento gradual de outros prestadores, como o Hospital Santa Rosa.
No entanto, mesmo após a decisão formal de descredenciamento em 8 de fevereiro de 2025, o Santa Rosa já vinha realizando procedimentos de radioterapia sem cobertura contratual há sete meses. A situação foi “legalizada” apenas quatro dias depois do descredenciamento oficial, com a assinatura dos dois aditivos por Bouret e Mohamed, garantindo pagamento retroativo pelos serviços e a continuidade do atendimento, mesmo com o hospital tecnicamente fora da rede oncológica.
A medida levanta sérias suspeitas de favorecimento indevido, gestão temerária e possível fraude contratual, especialmente porque o próprio Conselho de Administração da Unimed Cuiabá alega não ter acesso aos contratos firmados pela diretoria executiva, o que aprofunda a crise de transparência na cooperativa.
O Instituto Brasil Cooperado afirma que seguirá atento à situação, exigindo esclarecimentos formais da diretoria e adotando as medidas cabíveis para proteger os interesses dos cooperados.
SERVIDOR PÚBLICO RECEBE “COMISSÃO FANTASMA” NA UNIMED CUIABÁ, DENUNCIA PRESIDENTE DO INSTITUTO BRASIL COOPERADO
um suposto esquema com participação de um servidor do banco público Daniel Souza Volpe e o diretor financeiro da Unimed Cuiabá, Junior César Aparecido Ratto
O presidente do Instituto Brasil Cooperado (IBC), Maurício Coêlho, fez uma grave denúncia que escancara o que considera um verdadeiro absurdo dentro da atual gestão da Unimed Cuiabá: o pagamento de comissões milionárias a um servidor público que sequer atua nos processos que geram lucro.
A denúncia explosiva feita por Coelho envolve um suposto esquema com participação de um servidor do banco público Daniel Souza Volpe e o diretor financeiro da Unimed Cuiabá, Junior César Aparecido Ratto. Segundo ele, a Unimed Cuiabá já pagou ao escritório de Daniel Volpe cerca de R$2 milhões.
Segundo Coelho, o servidor em questão é Daniel Volpe, funcionário do Banco do Nordeste com jornada de 30 horas semanais que trabalha em Brasília. Mesmo assim, o escritório de Volpe foi contratado para atuar na Unimed Cuiabá, com honorários fixos de R$35 mil mensais, além de receber 3% de honorários de êxito em ações tributárias – mesmo quando não participa dessas causas.
“O Volpe recebe porcentagem de processos que são tocados pelo escritório Nelson Wilians, que ganha os 12% de êxito, como é de praxe. Mas, mesmo nessas causas, a Unimed se comprometeu a pagar 3% ao Volpe. Isso é o que eu chamo de comissão fantasma”, denuncia Coelho.
A ligação entre Volpe e a atual diretoria da cooperativa também levanta suspeitas. Conforme o presidente do IBC, o diretor financeiro Júnior César Aparecido Ratto seria próximo de Daniel Souza Volpe, a ponto de se chamarem de “primos”. Foi ele, junto com o presidente Carlos Bouret, quem assinou o contrato que garantiu a entrada de Volpe no setor tributário da cooperativa.
“A impressão que fica é que o setor tributário é um feudo do Volpe, em que mesmo que outro faça o trabalho, é preciso pagar a ‘caixinha’ do Volpe. Isso é um absurdo”, afirmou Maurício Coêlho, presidente do Instituto Brasil Cooperado (IBC), ao denunciar o caso.
A denúncia vem acompanhada de críticas à postura da gestão Bouret. “Já convidei o presidente Bouret para debates públicos, entrevistas, programas e até para as mídias do Instituto Brasil Cooperado, mas ele foge do confronto com os fatos. Fica difícil defender o indefensável”, completou.
Maurício conclui dizendo: “O amigo é do Rato, mas quem está pagando a conta dessa amizade é o cooperado da Unimed Cuiabá”.
PRESIDENTE DA UNIMED CUIABÁ USA ESCRITÓRIO PARA BENEFICIAR SOBRINHO COM CONTRATOS OCULTOS

O esquema elaborado para desviar contratos da Unimed Cuiabá para o sobrinho do presidente da cooperativa foi revelado pelo presidente do Instituto Brasil Cooperado, Maurício Coelho. Devido à impossibilidade de contratar diretamente o escritório do sobrinho, Augusto Bouret Orro, o presidente Carlos Bouret encontrou uma forma de repassar dinheiro ao familiar por meio do escritório Spadoni Jaudy Advogados.
Inicialmente, o escritório Spadoni Jaudy realizava, nos Juizados Especiais, substabelecimentos reservados diretamente aos advogados Érika de Souza Oliveira, Álvaro Guilherme Silva Toledo Pizza e Lucas Henrique da Costa Alves, todos sócios de Augusto Bouret. Essa manobra permitia que o sobrinho atuasse indiretamente nos processos da Unimed, ocultando sua ligação com o departamento jurídico da cooperativa.
Posteriormente, uma alteração contratual permitiu que Spadoni Jaudy subcontratasse outros escritórios para atuar nos Juizados Especiais. Foi nesse momento que entrou em cena o escritório Arruda e Nunes Advocacia, liderado por Fábio Nunes, amigo pessoal de Augusto Bouret. Com essa nova configuração, a Unimed passou a enviar procurações diretamente para os sócios de Augusto, adicionando apenas Fábio Nunes como intermediário.
Toda a denúncia, acompanhada de documentos que comprovam o esquema, foi detalhada em vídeo publicado no Instagram do Instituto Brasil Cooperado pelo seu presidente, Maurício Coelho. A íntegra das evidências está disponível na plataforma para consulta pública.
 

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