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06/06/2025 - 22:38

Prisão do casal acusado de mandar matar advogado em Cuiabá é prorrogada por 30 dias

César e Julinere são suspeitos de planejar assassinato de Renato Nery após disputa por terras e confissões chocantes aumentam tensão no caso

Por Ianara Garcia

Reprodução

 (Crédito: Reprodução)
A Justiça decidiu manter por mais 30 dias a prisão de César Jorge Sechi e Julinere Goulart Bastos, casal de empresários apontado como mandante do assassinato do advogado Renato Nery, ocorrido em Cuiabá. Eles foram presos no início de maio, em Primavera do Leste, a 239 km da capital.

Esse não é o primeiro contato deles com a polícia. Desde novembro de 2024, já foram alvo de três operações diferentes. Na primeira, cumpriram mandados de busca e apreensão e, depois, tiveram que usar tornozeleira eletrônica. Só em maio veio a prisão preventiva.

Durante o interrogatório, Julinere preferiu ficar em silêncio, mas, fora dele, fez declarações importantes para a investigação. A juíza Edna Coutinho afirmou que, em uma delas, Julinere disse que "César tinha raiva de Renato Nery por conta de um conflito pela posse de terras".

No dia da prisão, Julinere confessou à polícia que mandou o cabo da Polícia Militar, Jackson Pereira, matar o advogado. Ela contou que o marido chegava em casa bêbado, dizendo que precisava matar Renato, e ainda revelou que Jackson, que mora no mesmo condomínio, a extorquia com frequência.

Além disso, confirmou a existência de um bilhete entregue a César cobrando o pagamento pelo crime. Segundo a polícia, o bilhete foi escrito por Jackson e entregue por meio do sargento Heron Teixeira.

A juíza destacou que a quebra do sigilo telefônico dos envolvidos, junto com novos depoimentos, como o do sargento Heron, que confessou participação no crime, trouxe informações graves e relevantes. As investigações continuam.

Renato Nery foi baleado quando chegava ao seu escritório, em julho de 2024. A Polícia Civil informou que o atirador já estava esperando por ele e fugiu do local em uma moto logo após o crime.

Câmeras de segurança registraram o momento em que Renato caminhava até a porta do escritório, foi atingido pelos tiros e caiu no chão. Ele morreu um dia depois, e seu corpo foi sepultado em Cuiabá, no dia 7 de julho, com familiares e amigos prestando suas últimas homenagens.

Renato foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Mato Grosso (OAB-MT) e conselheiro federal da OAB entre 1989 e 1991.

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