05/06/2025 - 21:33 | Atualizado em 06/06/2025 - 22:58
Preso por atacar Brasília: morador de MT é condenado e terá que pagar milhões
STF pune homem de Nova Nazaré que participou dos atos golpistas de 8 de janeiro; além da cadeia, terá que arcar com multa milionária por danos ao país
Por Thaiza Assunção
Reprodução
O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o mato-grossense Anilton da Silva Santos, morador da cidade de Nova Nazaré (a 675 km de Cuiabá), por participar dos ataques terroristas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. A pena: 2 anos e 5 meses de prisão em regime semiaberto, além de R$ 5 milhões em indenização por danos morais coletivos — valor que será dividido entre todos os envolvidos na destruição das sedes dos Três Poderes.
A decisão, divulgada nesta quinta-feira (5), segue o voto do ministro Alexandre de Moraes, que lidera os processos relacionados aos atos golpistas. Segundo Moraes, as provas mostram que Anilton fez parte do grupo que pedia intervenção militar e invadiu os prédios públicos, em um ato que chocou o país e o mundo.
Anilton foi preso no dia seguinte ao ataque, em 9 de janeiro de 2023, dentro do acampamento montado em frente ao Quartel-General do Exército, onde centenas de pessoas se reuniram pedindo golpe contra a democracia. Ele foi levado pela Polícia Federal.
Mas não parou por aí: o réu voltou a ser preso em julho de 2024, após descumprir medidas cautelares impostas pela Justiça. Segundo Moraes, ele mostrou "total desrespeito à lei e ao Judiciário" ao ignorar as regras impostas para continuar em liberdade. Esse comportamento foi decisivo para que o STF negasse a troca da pena por restrições mais brandas, como prestação de serviços ou pagamento de cestas básicas.
“Assim como descumpriu as medidas cautelares, o comportamento do réu indica que ele voltaria a desrespeitar a lei, tentando fugir do cumprimento da pena”, escreveu o ministro em seu voto.
Mesmo com a sentença, Anilton está em liberdade provisória, mas usa tornozeleira eletrônica e continua sendo monitorado. A decisão do STF é um recado direto a quem tentou destruir a democracia: a Justiça está cobrando, e o preço é alto — tanto no bolso quanto na liberdade.
Comentários
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por Caixeta , em 05.06.2025 às 21:42
Essa é nossa justiça.