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04/06/2025 - 22:23 | Atualizado em 06/06/2025 - 23:02

Homem pode perder a mão após descaso na UPA de Cáceres

Família denuncia negligência médica: infecção grave foi tratada com Ibuprofeno e paciente ficou dias sem atendimento adequado

Por Redação Jornal Oeste

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 (Crédito: Reprodução)
Mais uma denúncia revoltante sobre o atendimento na saúde pública de Cáceres veio à tona nesta semana. Segundo relatos de um familiar, um trabalhador que presta serviço no Cemitério São João Batista está internado há uma semana em estado grave no Hospital Regional, após sofrer um acidente de trabalho e não receber o atendimento adequado na UPA da cidade.

De acordo com o denunciante, o pai perfurou o dedo enquanto trabalhava no cemitério e logo percebeu que o local começou a inchar muito. Preocupado, procurou várias vezes a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas, segundo o familiar, “fizeram pouco caso” da situação.

Mesmo com o dedo muito inchado e sinais claros de infecção, o paciente foi medicado apenas com Ibuprofeno, um anti-inflamatório simples, inadequado para o quadro que, na realidade, era grave. “Uma semana indo e vindo, sem melhora nenhuma”, relata o denunciante, indignado.

Só quando a situação ficou crítica e a infecção se espalhou pela mão, o paciente conseguiu ser encaminhado ao Hospital Regional. “Ele ficou dois dias na UPA aguardando encaminhamento, enquanto a infecção só piorava”, desabafa o familiar.

Atualmente, o trabalhador está há uma semana internado e segue em estado grave. A família teme o pior: “Estamos com medo que ele perca a mão ou até o braço”.

Para os familiares, o caso escancara mais uma vez o descaso com a população de Cáceres, especialmente com quem depende do sistema público de saúde. “É um absurdo. Não tinha que ser assim. Se tivessem tratado direito desde o começo, ele não estaria assim agora”, completa o denunciante.

A comunidade local está revoltada com mais este caso de negligência, que se soma a tantos outros problemas enfrentados na saúde pública da cidade. A falta de estrutura, de profissionais qualificados e o despreparo no atendimento continuam colocando vidas em risco.

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