A crise política em Cáceres ganhou mais um capítulo tenso após a divulgação de um áudio em que a prefeita Eliene Liberato (PSB) chama o presidente da Câmara de Vereadores, Flávio Negação, de “louco e inconsequente”. O episódio provocou forte reação da deputada estadual Janaína Riva, que, em vídeo divulgado nas redes sociais, declarou solidariedade ao vereador e criticou duramente o comportamento da chefe do Executivo municipal.
Janaína, que é a primeira e única deputada estadual mulher com mandato na Assembleia Legislativa, afirmou que não aceita “nenhum tipo de intimidação” e revelou ter entrado em contato com a prefeita para pedir uma conversa pacificadora entre os dois líderes políticos de Cáceres.
"Eu ouvi o áudio que foi reproduzido numa reunião que aconteceu na Prefeitura, onde você é muito ofendido, onde você é ameaçado. Eu como deputada reconheço o papel fundamental que o vereador é para o município, especialmente quando o presidente da Câmara, onde você fica com atribuições redobradas e com responsabilidade também redobrada", declarou Janaína, dirigindo-se a Flávio Negação.
A parlamentar reforçou sua postura de independência e ressaltou a importância do diálogo para o bem de Cáceres. “Você sabe que eu sou uma parlamentar independente. Eu também não aceito esse tipo de intimidação. Acima de tudo, eu desejo que Cáceres seja uma cidade próspera. Eu liguei para a prefeita e disse a ela que entendia que ela deveria entrar em contato com você também para que vocês pudessem sentar, conversar. Isso é importante para o município", afirmou.
O caso
O áudio polêmico foi gravado durante uma reunião realizada na última quinta-feira (29), no gabinete da prefeita, com a presença de três secretários da gestão municipal. A gravação só veio a público após um dos secretários, acidentalmente, enviá-la para um grupo de WhatsApp da cidade, provocando imediata repercussão.
A fala ofensiva de Eliene Liberato gerou indignação e aprofundou a crise política entre o Executivo e o Legislativo municipal, evidenciando o clima de tensão e a fragilidade na relação institucional entre os poderes em Cáceres.