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30/05/2025 - 23:53 | Atualizado em 31/05/2025 - 00:04

Alerta no bolso! Aneel aciona bandeira vermelha e contas de luz ficam mais caras em junho

Com menos chuvas e mais uso de termoelétricas, consumidores pagarão R$ 4,46 extras a cada 100 kWh consumidos; Aneel recomenda uso consciente da energia

A conta de luz vai pesar mais no bolso dos brasileiros em junho de 2025. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (30) o acionamento da Bandeira Vermelha, patamar 1, indicando aumento no custo da energia elétrica para todos os consumidores do país.

Com a nova tarifa, será cobrada uma taxa adicional de R$ 4,46 a cada 100 kWh (quilowatt-hora) consumidos. A medida foi adotada em razão da queda no volume de chuvas e da consequente redução na geração de energia pelas hidrelétricas, conforme indicam as projeções do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Para compensar a diminuição das afluências, será necessário acionar usinas termoelétricas, cuja produção é mais cara e mais poluente, elevando os custos da geração elétrica no país. Segundo a Aneel, o acionamento da bandeira vermelha busca equilibrar o sistema e também serve como um alerta para a população sobre a importância do consumo consciente neste momento crítico.

Em maio, a bandeira tarifária estava no nível amarelo, com uma taxa menor. A mudança para a bandeira vermelha reforça a necessidade de economizar energia e adotar práticas mais eficientes no dia a dia.

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado justamente para sinalizar ao consumidor, de forma clara, os custos reais da geração de energia no país. Quando a produção fica mais cara, especialmente pela necessidade de ativar as usinas termoelétricas, a cobrança adicional é aplicada automaticamente nas contas de luz.

Como funciona o sistema de bandeiras tarifárias:

🔋 Bandeira verde: condições favoráveis de geração – sem custo extra
🟨 Bandeira amarela: condições menos favoráveis – R$ 1,88 a cada 100 kWh
🟥 Bandeira vermelha patamar 1: condições desfavoráveis – R$ 4,46 a cada 100 kWh
🟥 Bandeira vermelha patamar 2: condições muito desfavoráveis – R$ 7,87 a cada 100 kWh

Quando o volume de chuvas é reduzido, as hidrelétricas, principais fontes de energia do Brasil, geram menos eletricidade. Isso obriga o sistema a recorrer às usinas termoelétricas, que, além de mais caras, também emitem mais gases poluentes.

A Aneel reforça a importância de medidas de economia, como evitar o uso de equipamentos elétricos em horários de pico, reduzir o tempo de banho com chuveiro elétrico e desligar aparelhos que não estão sendo usados. Essas atitudes podem ajudar a aliviar o impacto financeiro no fim do mês e contribuir para o equilíbrio do sistema elétrico nacional.

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2 comentários

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  • por Brasildeladroes, em 31.05.2025 às 23:56

    Só para lembrar que a isenção criada pelo governo chegou nas nossas contas, afinal, alguém precisa arcar com os que mamam na teta do governo. Faz o L!

  • por Jlcacerense, em 31.05.2025 às 12:39

    É muita cara de Pau falar de aumento por falta de chuvas, a muita não chovia tanto no Brasil. Mas é assim alguém tem que pagar as regalias e as corrupções... que existe nessas empresas.

 
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