27/05/2025 - 22:21 | Atualizado em 28/05/2025 - 10:33
Moradora de Cáceres fica ilhada após prefeitura negar fechamento de valeta
Rafaela Flores denuncia abandono e falta de solução para valeta cheia d'água em frente ao seu lote, mesmo com IPTU pago e diversas tentativas de resolver o problema
Por Redação Jornal Oeste
Reprodução
A moradora de Cáceres, Rafaela Flores, vive um verdadeiro drama após ser impedida de fechar uma valeta profunda e cheia de água que corta a frente do seu terreno, deixando-a praticamente ilhada. O problema foi formalmente comunicado à Prefeitura no dia 31 de março de 2025, mas, segundo Rafaela, até hoje nada foi feito para solucionar a situação.
Com dificuldades até mesmo para realizar manutenções básicas no lote, Rafaela tomou a iniciativa de colocar entulho na tentativa de tampar a valeta, após ter sido informada por representantes da prefeitura que não seriam colocadas manilhas no local e que, portanto, ela poderia resolver o problema por conta própria.
Porém, após essa ação, uma equipe técnica realizou uma visita ao local e, segundo Rafaela, o engenheiro responsável afirmou que "da divisa do terreno dela pra dentro ela manda, da divisa pra fora é parte pública", proibindo-a de continuar com a intervenção. Para piorar, o engenheiro ainda teria responsabilizado Rafaela pelo alagamento de casas vizinhas.
Rafaela, indignada, rebateu a acusação: "O que fez alagar as outras casas foram os bueiros sujos", explicou. Ela relatou que, após uma enchente na região, a prefeitura fez uma limpeza nos bueiros utilizando maquinários pesados, que inclusive abriram ainda mais a valeta em frente ao seu lote, agravando a situação.
Atualmente, Rafaela está isolada no próprio terreno, sem uma entrada adequada e com a mobilidade comprometida. Ela, que trabalha no Conselho Tutelar, afirma que sempre que tem uma folga se dirige à prefeitura em busca de uma solução, mas só encontra descaso: "Lá ficam jogando de um para o outro e ninguém resolve nada", desabafa.
Mesmo com o IPTU em dia, Rafaela se sente prejudicada em sua moradia. Ela investiu R$ 600,00 na tentativa de resolver o problema colocando entulho na valeta, mas quando choveu, a rua alagou completamente, a água não conseguiu mais passar pela valeta e o entulho foi levado para o meio da rua. A prefeitura recolheu os restos, fazendo com que Rafaela perdesse o dinheiro investido, sem que o problema fosse sequer amenizado.
“Eu preciso de uma entrada para o meu terreno”, clama Rafaela, que segue aguardando uma atitude concreta da gestão municipal. Enquanto isso, permanece ilhada e sem perspectivas de uma solução imediata.