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26/05/2025 - 20:41 | Atualizado em 03/06/2025 - 22:38
Novo Planeta-Anão é Descoberto e Pode Mudar Tudo o Que Sabemos Sobre o Sistema Solar!
Batizado de 2017 OF201, o corpo celeste com 700 km de diâmetro orbita o Sol a cada 25 mil anos e desafia a teoria do misterioso Planeta 9
Por Gabriella Braz
Reprodução
O Sistema Solar acaba de receber um novo e intrigante membro: o objeto astronômico 2017 OF201. Com aproximadamente 700 quilômetros de diâmetro, esse corpo celeste reúne características que o classificam como um planeta-anão, assim como Plutão. O anúncio oficial foi feito nesta quarta-feira (21/5) pela União Astronômica Internacional (IAU).
Localizado a cerca de 90,5 unidades astronômicas do Sol — uma distância quase 90 vezes maior do que aquela entre a Terra e o Sol —, o 2017 OF201 é um objeto transnetuniano (TNO), ou seja, ele está situado além da órbita de Netuno, um dos limites mais distantes do Sistema Solar conhecido.
A vastidão dessa distância é tamanha que o planeta-anão leva incríveis 25 mil anos para completar uma única órbita ao redor do Sol. Mesmo pertencendo ao mesmo sistema planetário que a Terra, ele passa apenas cerca de 1% desse extenso percurso suficientemente próximo para ser detectado por nossos instrumentos.
“A presença deste único objeto sugere que pode haver cerca de outras centenas de objetos com órbitas e tamanhos semelhantes; eles estão muito distantes para serem detectáveis agora”, afirmou Sihao Cheng, líder da equipe responsável pela descoberta.
O 2017 OF201 é agora considerado o segundo maior objeto com uma órbita tão remota em relação ao Sol, ficando atrás apenas de Plutão, que possui um diâmetro de 2.377 quilômetros.
Entretanto, a descoberta desse novo planeta-anão pode representar um desafio à famosa hipótese científica que defende a existência do chamado Planeta 9 — um suposto nono planeta gigante, escondido além da órbita de Plutão. A teoria do Planeta 9 baseia-se no fato de que vários TNOs apresentam órbitas que parecem alinhadas, o que sugere a influência gravitacional de um corpo massivo ainda não detectado.
“Muitos TNOs extremos têm órbitas que parecem se agrupar em orientações específicas, mas 2017 OF201 se desvia disso”, explicou Jiaxuan Li, pesquisador da Universidade de Princeton e membro da equipe de estudo. Esse fato levanta novas questões sobre a real necessidade da presença de um nono planeta para explicar as órbitas desses corpos.
A descoberta foi liderada pelo Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Princeton e promete impulsionar novas investigações sobre os confins do Sistema Solar, além de alimentar ainda mais o mistério sobre o que pode existir além de Netuno.