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15/05/2025 - 21:58 | Atualizado em 19/05/2025 - 22:50
Objeto brilhante no céu brasileiro era foguete da SpaceX lançado há mais de uma década
Falcon 9, que levou satélite ao espaço em 2014, foi identificado como o provável responsável por fenômeno observado em vários estados; especialistas alertam para o aumento do lixo espacial
Por Folha Press
Reprodução
Na noite de quarta-feira (14), moradores de diversas regiões do Brasil foram surpreendidos por um objeto brilhante cruzando os céus. Segundo análises da Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros (Bramon), o fenômeno tem uma explicação plausível: trata-se de um foguete Falcon 9 da SpaceX, lançado há mais de dez anos.
O artefato, classificado oficialmente como 40108, estava em órbita desde a missão que lançou o satélite geoestacionário AsiaSat 8, destinado a fornecer comunicações para a região da Ásia. O lançamento ocorreu em 2014, quando a empresa do bilionário Elon Musk ainda não havia conseguido recuperar com sucesso o primeiro estágio de seus foguetes — um feito que só seria alcançado em dezembro de 2015.
Relatos sobre a passagem do objeto foram registrados em pelo menos cinco estados: Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais e Bahia. A Bramon acredita que a reentrada do foguete na atmosfera causou o brilho intenso observado.
Embora o episódio tenha despertado curiosidade e até admiração, ele também evidencia um problema crescente: o acúmulo de lixo espacial. Um relatório divulgado em abril pela Agência Espacial Europeia (ESA) apontou que o número de objetos rastreados no espaço cresceu 8% no último ano, chegando a cerca de 40 mil itens.
"A quantidade de detritos espaciais em órbita continua a aumentar rapidamente", afirmou a ESA. A agência destacou ainda que 2024 já teve diversos “eventos importantes de fragmentação”, contribuindo para o aumento de resíduos espaciais.
Além dos grandes fragmentos, existem incontáveis pedaços menores que, embora invisíveis para os sistemas de rastreamento, representam sérios riscos para satélites e missões espaciais. O crescente volume desses detritos preocupa cientistas e agências ao redor do mundo, por seu potencial de comprometer comunicações, observações científicas e até mesmo futuras missões tripuladas.