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15/05/2025 - 21:32 | Atualizado em 19/05/2025 - 22:53
Brasil em alerta com aumento de casos graves causados pelo Vírus Sincicial Respiratório e outros vírus respiratórios
Surto de VSR, influenza A, rinovírus e coronavírus eleva internações e mobiliza ações de prevenção em várias regiões do país
Por Raquel Novaes
Tony Winston
O Brasil vive um momento crítico no controle das infecções por vírus respiratórios, com destaque para o aumento significativo da circulação do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), influenza A, rinovírus e coronavírus, agentes que têm provocado casos crescentes de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Em resposta, estados e municípios decretaram situação de emergência em saúde pública.
De acordo com o boletim InfoGripe, produzido pela Fiocruz e pelo Instituto Todos pela Saúde (ITpS), o VSR atingiu a maior taxa dos últimos três anos, com 18 das 27 capitais apresentando tendência de alta. Em 16 estados, o risco para SRAG está em nível elevado ou alto. Até agora, foram notificados mais de 45 mil casos de SRAG, sendo que 42,9% testaram positivo para algum vírus respiratório, distribuídos da seguinte forma: 38,4% por VSR, 27,9% por rinovírus, 20,7% por covid-19, 11,2% por influenza A e 1,6% por influenza B.
A mudança de estação e a maior circulação em ambientes fechados colaboram para a propagação desses vírus. O VSR é o principal responsável pelas internações de crianças pequenas, enquanto rinovírus afeta mais crianças maiores e adolescentes até 14 anos. O influenza A, por sua vez, provoca mais complicações em idosos e pessoas com doenças crônicas.
O que é o VSR e seus impactos
O Vírus Sincicial Respiratório pertence à família Pneumoviridae e possui dois subtipos, A e B, que causam sintomas semelhantes. Ele infecta o organismo pelo nariz ou boca, replicando-se rapidamente e causando inflamação nos pulmões. O VSR se transmite por gotículas e contato com superfícies contaminadas, sendo altamente contagioso e capaz de infectar a mesma pessoa várias vezes.
O VSR lidera os casos de SRAG no país em 2024, responsável por 33,8% dos casos, à frente da covid-19, que responde por 19,6% e foi a maior causa de mortes por SRAG, com 52,6% dos óbitos.
Grupos mais vulneráveis: crianças, idosos e imunocomprometidos
Crianças menores de 2 anos têm o sistema imunológico ainda imaturo, enquanto idosos apresentam defesas enfraquecidas, tornando ambos grupos suscetíveis a complicações graves. Pacientes imunocomprometidos, como pessoas em tratamento contra o câncer ou com aids, também estão em risco aumentado.
Sintomas e consequências
Em crianças, o VSR é a principal causa de bronquiolite, que inflama os bronquíolos, provocando chiado, tosse, febre, cansaço e dificuldade respiratória. A bronquiolite pode resultar em sintomas prolongados, como o “bebê chiador” e aumentar a chance de asma e sequelas pulmonares.
Entre idosos, os sintomas iniciais são febre, coriza, tosse e indisposição, que podem evoluir para pneumonia e falta de ar, com risco elevado de mortalidade. Doenças crônicas preexistentes também podem se agravar durante a infecção.
Períodos de maior circulação
A circulação do VSR ocorre principalmente de fevereiro a junho na Região Norte; março a julho nas regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste; e de abril a agosto no Sul.
Diagnóstico e tratamento
Testes rápidos e exames moleculares como RT-PCR detectam o vírus. O tratamento é sintomático, com hidratação, repouso e, em casos graves, internação para suporte respiratório. Não existe antiviral específico contra o VSR.
Avanços em prevenção: anticorpos monoclonais e vacinas
O palivizumabe, anticorpo monoclonal disponível no SUS para bebês de alto risco, reduz a chance de infecção grave. Em 2023, o nirsevimabe, um anticorpo de dose única com proteção de cinco meses, foi aprovado, ampliando a prevenção para crianças prematuras e com comorbidades.
Vacinas contra o VSR para idosos e gestantes foram lançadas recentemente no Brasil. A vacina da GSK para idosos, introduzida em 2023, e a da Pfizer, disponível desde 2024, protegem contra os subtipos A e B do vírus, sendo a última também recomendada para gestantes para proteger o bebê nos primeiros meses de vida.
Medidas gerais de proteção
Além da vacinação, recomenda-se evitar contato com pessoas doentes, lavar as mãos frequentemente, higienizar superfícies, evitar aglomerações e manter um estilo de vida saudável. O Governo Federal destinou R$ 100 milhões para fortalecer ações de prevenção da SRAG no SUS, focando principalmente no atendimento pediátrico.
Comentários
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por Só OLho, em 16.05.2025 às 13:47
pronto apareceu a viúva do Bolsonaro.
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por Lucas Dos Santos , em 16.05.2025 às 09:46
Pelo menos a COVID sumiu do mapa. Já imaginou se fosse o Bozo que estivesse na presidência ...