09/05/2025 - 21:00 | Atualizado em 09/05/2025 - 23:21
Desembargadora mantém suspensão da eleição da FMF e reforça indícios de irregularidades
Justiça nega pedido da chapa “Progresso no Futebol” e destaca necessidade de garantir integridade do processo eleitoral e ampla defesa
Por Esporte MT
Reprodução
A desembargadora Anglizey Solivan de Oliveira, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou o pedido da chapa “Progresso no Futebol”, liderada por Aron Dresch, para reconsiderar a decisão que suspendeu a eleição da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF). Esta é a quarta manifestação judicial contrária à realização do pleito, que já apresenta fortes indícios de irregularidades.
Na decisão, a magistrada reconheceu a importância da continuidade administrativa da entidade, mas ressaltou que, neste momento, é prioritário assegurar a integridade do processo eleitoral. Ela reforçou que devem ser respeitados os princípios do contraditório e da ampla defesa, para preservar os direitos dos envolvidos e a legitimidade do processo.
“INDEFIRO o pedido de reconsideração, mantendo-se a decisão que negou efeito suspensivo ao agravo de instrumento, pelos seus próprios fundamentos”, afirmou a desembargadora no texto da decisão.
Entenda o caso
A disputa judicial teve início após o Clube Campo Novo alegar que foi impedido de participar da eleição, mesmo tendo regularizado seus débitos dentro do prazo. Em contraste, o Clube Juara, que efetuou o pagamento fora do prazo, foi autorizado a votar. Outro ponto levantado foi a possível inelegibilidade de Aron Dresch, atual presidente da FMF.
Diante desses indícios, a Justiça concedeu liminar suspendendo a eleição, decisão inicialmente proferida por uma juíza de plantão. Apesar disso, Aron Dresch convocou os clubes para a Assembleia Geral no sábado, 3 de maio, às 14h30, insistindo na realização da eleição.
Durante a sessão, a comissão eleitoral se recusou a conduzir o pleito, e foi então destituída por Aron Dresch, que tentou dar continuidade à votação. No entanto, o presidente da assembleia, Helmute Lawisch, também se negou a seguir com a eleição e passou a negociar uma nova data para sua realização.
A chapa concorrente, liderada por Dorileo Leal, rejeitou qualquer acordo imediato. A FMF, por sua vez, anunciou que remarcaria a eleição para o dia 10 de maio.
Ainda no sábado, o desembargador de plantão negou o pedido de efeito suspensivo. A decisão liminar foi ratificada na terça-feira (6) pela juíza Ana Cristina Silva Mendes, que determinou multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento da ordem judicial.
Próximos passos
A eleição da FMF segue suspensa até a análise do mérito da ação judicial. O mandato de Aron Dresch está previsto para se encerrar em 25 de maio, e a entidade ainda não se pronunciou oficialmente sobre a nova decisão e os rumos da sucessão.