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17/04/2025 - 23:46

Hospital São Luiz, em Cáceres, será administrado por Organização Social de Saúde

Mudança determinada pela Secretaria de Estado de Saúde ocorre em meio a investigações da Operação Panaceia

Por Lazaro Thor

O Hospital São Luiz, localizado em Cáceres (218 km de Cuiabá), passará a ser gerido por uma Organização Social de Saúde (OSS), conforme decreto assinado pelo secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, e publicado na última terça-feira (15.04).

Segundo o documento, a decisão foi tomada com base em estudo técnico que apontou a necessidade de aprimorar a prestação dos serviços de saúde por meio de um modelo de gestão mais eficiente. O texto defende que a OSS pode superar desafios estruturais e operacionais da administração direta, com foco na eficiência, qualidade e acessibilidade.

Atualmente, o Hospital São Luiz possui capacidade instalada de 170 leitos operacionais de internação, sendo:
 
  • 16 leitos de UTI adulto tipo II, incluindo serviço de hemodiálise à beira-leito
  • 10 leitos de Unidade de Cuidados Intermediários Adulto (UCI-a)
  • 10 leitos de UTI pediátrica tipo II
  • 10 leitos de UTI neonatal (UTIN)
  • 15 leitos de Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Convencional (UCINCo)
  • 5 leitos da Unidade de Cuidados Intermediários Canguru (UCINCa)
  • 5 leitos de isolamento
  • 99 leitos distribuídos entre internação clínica, cirúrgica e urgência/emergência

O decreto também determina a integração administrativa do Hospital São Luiz ao Hospital Regional Antônio Fontes, também em Cáceres.

Essa mudança ocorre em meio a investigações envolvendo o Hospital Regional, que foi alvo da Operação Panaceia, deflagrada pela Polícia Federal em 6 de dezembro de 2024. Na ocasião, o então diretor da unidade, Onair Nogueira, nomeado pelo próprio Gilberto Figueiredo, foi preso.

A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 5,5 milhões nas contas de 12 investigados.

Operação Panaceia.

Segundo a PF, as fraudes começaram durante a pandemia de covid-19, quando recursos federais destinados ao SUS em Mato Grosso teriam sido desviados por meio de contratos direcionados a um grupo fechado de empresas. Essas empresas, cujos sócios possuíam vínculos entre si, receberam cerca de R$ 55 milhões até agosto de 2024. A maior parte desse valor foi paga durante a pandemia, período crítico para o sistema de saúde.

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3 comentários

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  • por joao, em 22.04.2025 às 08:24

    O rombo dos R$ 55 milhões não virou em nada! Todo mundo solto , ninguém devolveu dinheiro algum... Vários médicos ricos, compraram casa na beira do rio , lancha etc.... Quem tem dinheiro e advogado bom nao vai para a cadeia infelizmente!

  • por Cacerense Raiz, em 18.04.2025 às 13:09

    O desfecho é previsível desse processo de terceirização, que culminará na privatização do hospital em Cáceres, é ALARMANTE: um desvio significativo de recursos públicos para as mãos de empresas privadas, sufocando a economia local. A precarização do trabalho, a queda na qualidade dos serviços e a fragilidade da fiscalização, já conhecidas na terceirização, serão potencializadas pela privatização, que também se presta a manobras eleitoreiras. É inaceitável que o Estado, detentor da expertise e de um quadro de profissionais qualificados através de concurso público para gerir a saúde, opte pela entrega de um serviço essencial, priorizando interesses particulares em detrimento do bem-estar da população de Cáceres. A raiz desse problema reside nas obscuras indicações políticas que permeiam a gestão pública.

  • por Capivara pantaneira, em 18.04.2025 às 07:48

    Durante a pandemia teve um ex deputado federal que enviava emendas milionárias para o São Luiz! Coincidência ou não! Recordar é viver!

 
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