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15/04/2025 - 19:48
EUA congelam US$ 2,3 bilhões de Harvard após universidade rejeitar exigências do governo Trump
Medida faz parte de campanha que busca pressionar universidades a seguir agenda política do ex-presidente
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (14) o congelamento de cerca de US$ 2,3 bilhões (R$ 13,1 bilhões) em subsídios e contratos com a Universidade de Harvard, após a instituição se recusar a cumprir uma série de exigências impostas pela gestão de Donald Trump.
Entre as demandas, estavam o fim de programas de inclusão e equidade, a adoção de políticas de admissão e contratação “baseadas em mérito”, além da realização de uma auditoria com estudantes, professores e dirigentes. O governo também pediu a proibição do uso de máscaras, em uma medida vista como tentativa de conter manifestações pró-Palestina nos campi.
De acordo com o Departamento de Educação, o congelamento foi uma resposta à declaração da universidade, que teria demonstrado uma "mentalidade" em desacordo com as leis de direitos civis.
Em carta enviada ao governo na última sexta-feira (11), o presidente de Harvard, Alan Garber, afirmou que as exigências violam a Primeira Emenda da Constituição e excedem a autoridade legal do governo, conforme o Título VI, que proíbe discriminação com base em raça, cor ou origem nacional.
“Nenhum governo — independentemente do partido que estiver no poder — deve ditar o que universidades privadas podem ensinar, quem podem admitir ou contratar, e quais áreas de estudo e pesquisa podem seguir”, escreveu Garber.
“Esses objetivos não serão alcançados por meio de imposições de poder, desvinculadas da lei, para controlar o ensino e a aprendizagem em Harvard”, completou.
Campanha contra universidades
Harvard é uma das instituições da Ivy League afetadas pela campanha de pressão da administração Trump, que já resultou em cortes de financiamento para as universidades da Pensilvânia, Brown e Princeton.
A carta enviada a Harvard repete termos utilizados anteriormente em ações contra a Universidade Columbia, que alterou políticas internas diante da ameaça de cortes bilionários.
A resposta da universidade provocou repercussão nacional. Um grupo de ex-alunos divulgou uma carta pública pedindo que Harvard resista legalmente às exigências. A ex-aluna Anurima Bhargava declarou:
“Hoje, Harvard defendeu a integridade, os valores e as liberdades que sustentam o ensino superior”.
“O aprendizado, a inovação e o crescimento transformador não se curvam à intimidação e a caprichos autoritários”, afirmou.
No fim de semana, a decisão do governo levou à realização de protestos em Cambridge, com participação de estudantes e moradores. Além disso, a Associação Americana de Professores Universitários entrou com uma ação judicial na sexta-feira (11), argumentando que o governo Trump descumpriu os procedimentos legais ao congelar os recursos.
“As exigências visam claramente impor à Universidade Harvard visões políticas e preferências ideológicas do governo Trump, comprometendo a universidade a punir discursos que o governo desaprova”, diz a ação.
Comentários
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por Alfo, em 16.04.2025 às 20:05
Chico Prado será que realmente ele tá errado,as universidades lá como aqui não ensina mais,só doutrina e ideologia.
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por Francisco do Prado e Silva Junior , em 16.04.2025 às 12:18
É muito triste e preocupante, ver um mandatário arrogante, egocêntrico, irresponsável , tomar atitudes , que poderão levar a consequências inseparáveis a seu povo, e a toda sociedade mundial.