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11/04/2025 - 20:09

China aumenta tarifas sobre produtos dos EUA para 125%

Medida é resposta direta à política tarifária de Trump; nova alíquota entra em vigor neste sábado (12)

A China anunciou, na manhã desta sexta-feira (11), pelo horário de Brasília, um novo aumento nas tarifas de importação aplicadas a produtos norte-americanos. Segundo o Ministério das Finanças do país, as taxas passarão de 84% para 125%, conforme noticiado pela agência Reuters.

De acordo com a Embaixada da China nos Estados Unidos, a nova alíquota entra em vigor já neste sábado (12).

A medida representa mais um capítulo na escalada da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, marcada por sucessivas retaliações desde que o governo de Donald Trump intensificou sua política tarifária contra a China.

“A imposição pelos EUA de tarifas anormalmente altas à China viola gravemente as regras do comércio internacional e econômico, as leis econômicas básicas e o bom senso, sendo um ato completamente unilateral de intimidação e coerção”, afirmou o Ministério das Finanças da China, em comunicado oficial.

Também nesta sexta-feira, a missão chinesa junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) informou ter apresentado uma nova queixa contra os Estados Unidos pelas recentes tarifas.

“Em 10 de abril, os EUA emitiram uma ordem executiva anunciando um novo aumento das chamadas ‘tarifas recíprocas’ sobre produtos chineses. A China apresentou uma queixa à OMC contra as mais recentes medidas tarifárias dos EUA”, declarou a missão, citando um porta-voz do Ministério do Comércio.

Entenda a guerra tarifária entre China e EUA

O conflito comercial se intensificou na semana passada, após a divulgação, por parte de Donald Trump, de uma nova tabela de tarifas recíprocas que variam entre 10% e 50% e afetam mais de 180 países.

A China foi um dos países mais afetados, com uma tarifa adicional de 34%, além dos 20% que já estavam em vigor. Como resposta, o governo chinês também elevou em 34% as tarifas sobre todas as importações vindas dos EUA.

Em retaliação, Trump impôs um ultimato à China: caso o país não recuasse até as 13h (horário de Brasília) de terça-feira (8), novas tarifas seriam aplicadas, totalizando 104%. A China manteve sua posição e afirmou estar pronta para “revidar até o fim”.

Na quarta-feira (9), os EUA cumpriram a ameaça e aumentaram as tarifas em mais 50%, atingindo um total de 125% sobre os produtos chineses. No mesmo dia, Pequim respondeu na mesma moeda, elevando suas taxas de 84% para os mesmos 125%.

Apesar da tensão com a China, Trump anunciou uma trégua temporária com os demais países afetados pelas novas tarifas, reduzindo-as para 10% durante um período de 90 dias. A pausa, no entanto, não incluiu os produtos chineses.

Na quinta-feira (10), a Casa Branca detalhou que a tarifa de 125% aplicada à China é resultado da soma de uma nova alíquota com uma taxa anterior de 20%, totalizando uma cobrança de 145% sobre produtos do país asiático.

Em nota oficial, Trump justificou as medidas com duras críticas à conduta comercial da China:

“Com base na falta de respeito que a China demonstrou aos mercados mundiais, estou, por meio deste, aumentando a tarifa cobrada da China pelos Estados Unidos da América para 125%, com efeito imediato”, escreveu o presidente.

“Esperançosamente, em um futuro próximo, a China perceberá que os dias de exploração dos EUA e de outros países não são mais sustentáveis ou aceitáveis”, completou.

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