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10/04/2025 - 21:50 | Atualizado em 10/04/2025 - 22:14

Instituição de fachada é alvo de operação por esquema de madeira ilegal em MT

Entidade sem fins lucrativos era usada por servidores e empresas para desviar madeira apreendida na região de Feliz Natal

Por Ianara Garcia

Reprodução

 (Crédito: Reprodução)
Uma instituição sem fins lucrativos, que deveria atuar com projetos sociais, é investigada pela Polícia Civil por envolvimento em um esquema criminoso de extração, transporte e comercialização de madeira ilegal em Feliz Natal, município a 538 km de Cuiabá. A ação foi deflagrada nesta quinta-feira (10) pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), e mirou três madeireiras, servidores públicos, engenheiros florestais, transportadores e intermediários.

Segundo a investigação, a madeira apreendida em fiscalizações anteriores pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) era doada de forma legal para a instituição, que funcionava apenas no papel como um grêmio desportivo. Na prática, o material era leiloado para empresas envolvidas em exploração ilegal de madeira na região.

A delegada responsável, Liliane Murata, afirmou que a madeira vinha sendo retirada da Estação Ecológica Rio Ronuro, área de preservação integral localizada na bacia do Rio Xingu, uma região de grande relevância ambiental por abrigar espécies da fauna e flora do Cerrado e da Amazônia.

Durante a operação, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão nos municípios de Sinop, Sorriso e Feliz Natal, onde estão localizadas as madeireiras investigadas. As equipes apreenderam aproximadamente 19 mil metros cúbicos de madeira, além de documentos, celulares, três armas de fogo e munições.

Duas pessoas foram presas: uma por posse ilegal de arma de fogo e outra por atuar como intermediária na extração, transporte e venda da madeira irregular.

Os envolvidos poderão responder por crimes como associação criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e extração ilegal de recursos naturais. A Polícia Civil informou que parte do inquérito segue sob sigilo e não divulgou nomes ou cargos dos servidores públicos investigados.

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