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09/04/2025 - 22:03

Bilionários Disparam: Fortuna de Musk e Bezos Sobe com Alívio no Tarifaço de Trump

Redução temporária nas taxas impulsiona Wall Street e gera lucros históricos aos mais ricos do mundo

Por Rafaela Zem

Os maiores bilionários do planeta viram suas fortunas crescerem de forma impressionante na tarde desta quarta-feira (9), impulsionados pela forte alta nas bolsas de Nova York. O gatilho foi o anúncio do ex-presidente Donald Trump, que decidiu reduzir para 10% as taxas recíprocas aplicadas a outros países por um período de 90 dias, numa tentativa de conter os danos provocados pela escalada de sua política tarifária.

Elon Musk, o homem mais rico do mundo e conselheiro próximo de Trump, adicionou cerca de US$ 28,3 bilhões ao seu patrimônio líquido em apenas um dia, alcançando a marca de US$ 380,9 bilhões.

Logo atrás vem Jeff Bezos, fundador da Amazon e proprietário do The Washington Post, que acumulou mais US$ 18,6 bilhões e agora detém uma fortuna de US$ 207,7 bilhões.

Veja como ficaram os patrimônios dos principais bilionários após a disparada nas bolsas:
 
  • Elon Musk: US$ 380,9 bilhões (+ US$ 28,3 bilhões)
  • Jeff Bezos: US$ 207,7 bilhões (+ US$ 18,6 bilhões)
  • Mark Zuckerberg: US$ 202,6 bilhões (+ US$ 25,7 bilhões)
  • Larry Ellison: US$ 175,4 bilhões (+ US$ 18,4 bilhões)
  • Warren Buffett: US$ 161,8 bilhões (+ US$ 8,1 bilhões)
  • Larry Page: US$ 132,7 bilhões (+ US$ 11,1 bilhões)
  • Sergey Brin: US$ 127,2 bilhões (+ US$ 10,4 bilhões)
  • Steve Ballmer: US$ 117,4 bilhões (+ US$ 8 bilhões)

Reação ao caos

A medida de Trump veio após pressões internas em seu próprio governo e de figuras influentes do mercado financeiro. O anúncio ocorre no rastro do chamado “Dia da Libertação”, quando, apenas nos dois primeiros dias após a imposição inicial do tarifaço, os 500 indivíduos mais ricos do mundo perderam coletivamente US$ 536 bilhões — a maior perda registrada em dois dias, segundo o índice de bilionários da Bloomberg.

Entre os mais afetados estavam justamente os bilionários que apoiaram Trump desde sua posse em janeiro. Elon Musk, por exemplo, já acumulava perdas de US$ 30 bilhões por conta da reação negativa do mercado à política comercial e às polêmicas envolvendo seu comportamento público, que vinham afetando diretamente as ações da Tesla.

Jeff Bezos também havia perdido US$ 24 bilhões, enquanto Mark Zuckerberg chegou a ver US$ 28 bilhões evaporarem de sua fortuna antes de recuperar parte do valor nesta quarta-feira com um ganho de US$ 5,7 bilhões, fechando o dia com um patrimônio de US$ 202,6 bilhões.

Guerra comercial em pausa — por enquanto

Apesar de ter recuado parcialmente e anunciado a redução das tarifas por 90 dias, Trump dobrou a aposta em relação à China. A tarifa de importação de produtos chineses subirá de forma imediata para 125%, ampliando ainda mais a tensão na disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo.

O anúncio é mais um capítulo na escalada iniciada em 2 de abril, quando os EUA impuseram tarifas a produtos de 180 países. Em resposta, Pequim anunciou a elevação para 84% nas tarifas de produtos americanos. A retaliação intensificou o conflito, afetando bolsas globais, moedas e o humor do mercado.

Trump justificou a medida alegando que "mais de 75 países convocaram representantes dos EUA, incluindo os Departamentos de Comércio, Tesouro e USTR".

Mercados disparam com alívio temporário

Mesmo com o novo ataque direcionado à China, o recuo parcial na política tarifária provocou uma reviravolta nos mercados. Os principais índices de Wall Street tiveram ganhos históricos nesta quarta-feira:
 
  • Dow Jones: +7,87% (40.608,45 pontos)
  • S&P 500: +9,35% (5.448,50 pontos)
  • Nasdaq: +12,16% (17.124,97 pontos)

Esses mesmos índices haviam despencado na semana anterior, com quedas de até 10%, registrando os piores resultados desde os primeiros meses da pandemia de Covid-19 em 2020.

Na Ásia e na Europa, os mercados também sofreram abalos por conta da guerra comercial. O Brasil não escapou: o dólar chegou a se valorizar intensamente, e o Ibovespa acumulava quedas expressivas.

No entanto, o cenário se inverteu com o novo anúncio de Trump. O dólar fechou em queda de 2,54%, cotado a R$ 5,84, enquanto o Ibovespa subiu 3,12%, encerrando aos 127.796 pontos.
 

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