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04/04/2025 - 23:04 | Atualizado em 07/04/2025 - 18:02

Centro Universitário Estácio FAPAN entra na campanha para arrecadar absorventes e combater a pobreza menstrual

Universitários de todo o país apoiam a Campanha Adote um Ciclo, realizada pelo Instituto Yduqs e Instituto Ela

Por Redação Jornal Oeste

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 (Crédito: Divulgação)
De 24 de março a 25 de abril, o Instituto Yduqs realiza a Campanha Adote um Ciclo de 2025, criada pelo Instituto Ela – Educadoras do Brasil. Em uma parceria com instituições de ensino superior, como Estácio, Ibmec, IDOMED e Wyden, a iniciativa tem como objetivo arrecadar absorventes e produtos de higiene íntima feminina, visando garantir dignidade e minimizar os impactos da pobreza menstrual que afeta milhões de mulheres no Brasil. 

A falta de acesso a itens básicos de higiene durante o período menstrual pode comprometer a educação, o trabalho e a saúde de muitas mulheres. Segundo a pesquisa Pobreza Menstrual no Brasil: Desigualdade e Violações de Direitos (UNICEF/UNFPA, 2021), 713 mil meninas brasileiras vivem sem banheiro ou chuveiro em casa, e mais de 4 milhões não têm acesso a itens mínimos de cuidados menstruais nas escolas. 

A pobreza menstrual é uma questão de saúde pública e um reflexo das desigualdades sociais que afetam milhões de meninas e mulheres. Quando estudantes deixam de ir à escola por falta de absorventes, tem-se um ciclo de exclusão com impacto direto na educação, na autoestima e nas oportunidades dessas pessoas. 

Fundadoras do Instituto ELA, Sandra Garcia e Sonia Colombo destacam que o projeto Adote Um Ciclo tem crescido ao longo de seus quatro anos de existência. "Parcerias como essa são fundamentais para fortalecer a causa: não se trata apenas de doar absorventes, mas de reforçar o compromisso social das instituições parceiras que se uniram a nós na luta pela igualdade de gênero e pela promoção da dignidade menstrual", reforça Sandra.  

Do trote a um ato de cidadania 

A campanha propõe uma recepção diferente para os novos universitários das instituições parceiras. Ao lado dos veteranos, os calouros serão protagonistas de uma ação que une solidariedade e conscientização. 

Para a reitora da Estácio FAPAN, Carolina Barros, a iniciativa é uma forma de integrar a comunidade acadêmica em uma causa presente na vida de mulheres de todo o país, mas que, até pouco tempo, era invisibilizada.

Essa campanha demonstra que as universidades e parte da sociedade estão em evolução acerca de questões que não eram observadas, mas que sempre estiveram latentes”, destaca. Carolina acredita que haverá grande adesão dos alunos e docentes à campanha, mas que o impacto vai além da doação. “É também uma reflexão social e pedagógica sobre a realidade das mulheres no Brasil”, finaliza. 

Como participar?

A Estácio FAPAN convida estudantes, docentes e a comunidade local para contribuir com doações. Os itens podem ser entregues na recepção do campus, no Centro Universitário Estácio FAPAN (Av. São Luís, Nº 2522 - Cidade Nova, Cáceres), de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h. 

Qualquer pessoa pode apoiar a campanha. Todos os produtos arrecadados serão destinadas para a Casa da Criança e Casa de Apoio à Mulheres. 

Quem desejar pode contribuir com doações financeiras pelo site Ajudei.org, ajudando o Instituto Ela a adquirir os itens necessários. 

Pobreza menstrual é uma questão pública 

A mobilização pelo fim da precariedade menstrual também chegou ao Senado. Após uma iniciativa popular reunir mais de 20 mil apoios, a Comissão de Direitos Humanos e Participação Legislativa (CDH) aprovou o projeto de lei 4968/2019, que cria o Programa Nacional de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual. 
 
“A promulgação da Lei 14.214/2021 representa um avanço significativo na garantia de direitos fundamentais. A pobreza menstrual é um problema de saúde pública e também uma questão de dignidade humana. O acesso gratuito a absorventes para estudantes de baixa renda, mulheres em situação de vulnerabilidade e presidiárias é uma medida essencial para combater desigualdades e assegurar que essas pessoas possam estudar, trabalhar e viver com mais dignidade. A derrubada do veto pelo Congresso reforça o compromisso do Estado em promover políticas públicas que atendam às necessidades da população mais vulnerável", destaca a professora de Direitos Humanos do Ibmec, Adriana Ramos.

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3 comentários

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  • por D&G, em 07.04.2025 às 13:08

    Em breve mais um programa do "lulinha" o (Vale) absorventes. Esse é meu brasil, só orgulho. Lulinha171 p/ 2026 (L)

  • por Arci Rezende, em 07.04.2025 às 12:55

    Probreza menstrual kkkkk depois desta pobreza o que mais esperar... isso é resultado de probreza intelectual na hora de votar.

  • por Marcia , em 05.04.2025 às 19:08

    Eu, achando que a Venezuela era em outro país. Aqui já chegou até esse tipo de pobreza....

 
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