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24/03/2025 - 22:42 | Atualizado em 24/03/2025 - 22:54
Chikungunya mata mais que dengue e COVID juntas em MT
Chikungunya avança em MT com 39% mais mortes em uma semana
Por Gazeta Digital

imagem ilustrativa
Mato Grosso enfrenta um crescimento preocupante nos óbitos por chikungunya, com um salto de 39% nas mortes em apenas uma semana. Nesse período, nove novas vítimas foram confirmadas, totalizando 32 fatalidades no estado. Outros 15 casos suspeitos aguardam investigação. Os números colocam a chikungunya como a arbovirose mais mortal no estado neste ano, ultrapassando a soma de óbitos por dengue (8) e Covid-19 (14). Com 24.148 notificações, a situação já é classificada como epidêmica pela Secretaria de Estado de Saúde.
Médicos destacam que a chikungunya, frequentemente negligenciada em comparação à dengue e à Covid-19, apresenta perigos equivalentes ou até maiores. Além do risco de morte, 50% dos pacientes desenvolvem sintomas subagudos, e parte evolui para a fase crônica, com dores articulares persistentes. Idosos, diabéticos, hipertensos e pessoas com comorbidades são os mais vulneráveis a complicações graves.
O infectologista Luciano Corrêa Ribeiro alerta que o surto atual tem registrado formas severas da doença, incluindo danos ao sistema nervoso central (encefalite) e cardíaco (miocardite), muitas vezes fatais. "A doença sempre foi grave, mas o aumento de casos amplificou as complicações", explica. Pacientes com condições pré-existentes, como cardiopatias, são os mais propensos a desenvolver quadros críticos.