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17/02/2020 - 06:53 | Atualizado em 17/02/2020 - 13:08

Confiança

Na semana passada fui atrás de informações sobre as obras da MT 343, ZPE, Escola Técnica e reparos na Escola Estadual Onze de Março. Na Secretaria de Infraestrutura falei com um coordenador da obra da MT 343 e com uma colega jornalista. Ambos confirmaram o que o suplente de deputado federal Adriano Silva (DEM), disse recentemente na mídia. Este ano, o Estado concluirá a obra lançada pela primeira vez há quase 40 anos no governo Júlio Campos (DEM). Também procurei a Secitec para falar da Escola Técnica. Uma colega jornalista investigou e me disse que diferente do que pleiteia a Unemat, o Estado irá concluir a obra nos próximos meses e cederá apenas uma parte à universidade. Fui atrás de informações sobre reparos na Escola Estadual Onze de Março. Uma colega da comunicação confirmou que a área técnica da Seduc está concluindo os procedimentos para contratação da empresa que fará o serviço. Garantiu que termina este ano. E fechando, todos em Cáceres tomaram conhecimento que o governador Mauro Mendes (DEM) mudou de ideia e decidiu liberar R$ 15 milhões para a primeira etapa da ZPE. Lógico que a população recebeu a informação com descrédito. Também não é para menos. Há 30 anos, em ano eleitoral, a obra é lançada. Conversei com o governador sobre o descrédito político dos cacerenses em relação às obras acima citadas e ele me respondeu que vai executar todas e romper com ciclo de promessas eleitoreiras. Conheço Mauro Mendes desde 2001, quando foi meu cliente como dono da empresa Bimetal. Ao lado de Marco Aurélio do Sindimec, o estimulei a participar da diretoria da Fiemt. O resto da história todos conhecem. Estou dizendo isso para atestar que o conheço bem, por isso não tenho duvidas que vai romper com o ciclo de engodo político praticado nos últimos 40 anos com Cáceres. E vou mais além, não fará obra eleitoreira para ser inaugurada antes da eleição deste ano. 

Porto

Nos próximos dias, quinze caminhões bolivianos, vindos de Bulo Bulo, na Bolívia, vão descarregar 50 toneladas de ureia em Cáceres. Apesar do alto custo do transporte por terra, ainda assim o insumo ficará mais barato do que se comprado no Brasil. No meio da semana passada conversei com o presidente da Associação Pró-Hidrovia Paraguai/Paraná, Reck Júnior sobre isso e ele me disse que se a hidrovia estivesse funcionando o custo seria ainda menor. E deu um exemplo. Um comboio desce levando soja ou milho para Nueva Palmira no Uruguai e na volta pára em Corumbá e carrega a Ureia ou Sal Mineral que vem de trem de Bulo Bulo. Ele afirmou que é isso que torna a hidrovia viável. Contou que a empresa privada que operava o Porto de Cáceres deixou de fazer a rota porque não possui essa logística que a Associação Pró-hidrovia irá desenvolver. ‘Vamos vender grãos e comprar insumos e outras coisas que o Estado não tem e carece’, contou, revelando em primeira mão que o primeiro comboio de grãos deve sair de Cáceres em julho.

Empregos

O suplente de deputado federal Adriano Silva (DEM), levou recentemente o secretário de Desenvolvimento de Mato Grosso, César Miranda e seus assessores para conhecerem o frigorífico Vitória em Cáceres. Nas duas visitas foi dado início a um protocolo para que as duas indústrias dobrem a capacidade de produção aumentando assim os postos de trabalho.

Bloco

No sábado, 15, estive com o vice-governador Otaviano Pivetta (PDT) e o presidente do PDT de Mato Grosso, deputado estadual Allan Kardec. Fui orientado a ajudar a construir em Cáceres a mesma aliança da base do governo para eleição municipal deste ano. Na prática, a cúpula do meu partido quer que nos aliemos ao DEM, PV, PSD e PRB na candidatura majoritária. Vou repassar isso ao filiados, mas adianto que não haverá resistência. Como imagino que não há resistência a qualquer partido desde que não esteja com a atual gestão. É simples. Quem não está no poder se une, lança seus pré-candidatos a prefeito e em junho fazemos uma pesquisa para ver quem a maioria da população quer na prefeitura. Ai um interlocutor político que gosto de ouvir me diz: Gonzaga, mas tem que lançar candidato a prefeito para eleger vereador! Respondi; claro que não. O quociente eleitoral será de 2.600 votos para eleger um vereador. Se cada partido lançar 23 candidatos e cada um tiver 120 votos, já faz um vereador, que será o mais votado entre todos. O mesmo interlocutor também me questionou a respeito de chapas de vereador. Respondi que no máximo sete partidos vão conseguir montar chapas para eleger vereador. Três do lado do prefeito Francis Maris (PSDB) e quatro da oposição.

Politicagem

A semana que passou foi marcada por politicagem na prefeitura de Cáceres. Com magoa do ex-xodó, vereador Claudio Henrique (PSDB), o prefeito Francis Maris (PSDB), não quer passar um kit de maquinários viabilizados por emenda do ex-deputado federal Ezequiel Fonseca, para Horizonte D’Oeste. E ainda inventou uma história de que o Cláudio Henrique e o vereador Zé Eduardo Torres (PSC) teriam entrado com uma ação contra o coordenador Iturama. Ao invés de politicagem, Francis e Eliene deveriam parar de encher o pátio da prefeitura de carros e máquinas e colocar ar nas escolas, comprar kits escolares e incentivar a geração de empregos.

Anti republicano

Outro fato que demonstra a falta de entendimento do que é a democracia e o sistema republicano do prefeito Francis foi a visita do Vereador Cláudio Henrique e estudantes do Caramujo e Horizonte do Oeste no gabinete, nessa semana que passou. Ao entrarem no gabinete, para tratar da questão do transporte dos alunos para a UNEMAT, o prefeito Francis já os recebeu dizendo que estavam muito mal acompanhados. Francis liberou o ônibus para  continuar trazendo os alunos, como já faz desde o tempo da gestão de Túlio Fontes. Mas, o tratamento dele ao ex-xodó foi notado e anotado pelos alunos e já corre na cidade. O ditador não tem respeito por ninguém.

Decadente

Por falar em empregos, com a promessa de usar seu prestígio empresarial para trazer empregos para Cáceres, o prefeito Francis Maris (PSDB) atuou exatamente ao contrário. Arrochou empresários e profissionais liberais até enterrar a cidade na maior crise de empregos do Brasil. Dados do Ministério do Trabalho mostram que de janeiro de 2013, quando ele assumiu, a janeiro de 2019, última consolidação, o número de vagas de emprego em Cáceres caiu de 11.781 para 10.802. E a população estimada pulou de 89 mil para 95 mil habitantes. Diferentemente do que aconteceu no resto do Brasil, quando o número de vagas de emprego não acompanhou o crescimento populacional, no caso de Cáceres o número de vagas realmente reduziu, quantitativamente. E em uma população como a nossa, o número de pessoas em idade de trabalhar e procurando emprego é o dobro dos que estão trabalhando. Só para comparar, dos 22 municípios com mais de 30 mil habitantes em Mato Grosso, em apenas três aconteceu esse fenômeno. Porém, a perda de vagas de emprego em Juína foi de apenas 36 postos de trabalho. Em Colíder, 40. Por aí se tira que a cidade que está puxando para baixo a taxa de emprego do Estado de Mato Grosso é Cáceres, com a extinção de 979 postos de trabalho.

Judas

O Coordenador de Eventos e Convênios da prefeitura de Cáceres, Jair Aparecido da Silva, cunhado do vereador governista Jerônimo Gonçalves (PSB), deu uma escorregada feia outro dia ao postar nas redes sociais o holerite do vereador Cézare Pastorello (SD), na intenção de queimar o parlamentar de oposição, dizendo que ele recebe super salário. Depois dessa, na próxima encenação da Paixão de Cristo, ele já pode fazer o papel de Judas sem precisar fingir, só conseguiu comprovar o óbvio. Pastorello não está como vereador para encher a barriga, como a maioria lá dentro. E se ele fez concurso e tem um super salário é porque foi capaz. Já o Jair Escariotes respondeu um processo administrativo em 2015, e foi condenado a demissão e devolução de dinheiro para a prefeitura. Um mês antes da publicação, pediu demissão do cargo. Na época ganhava R$ 1.200,00. Agora, do lado do prefeito, ganha como coordenador R$ 5 mil. Se Francis acha que com a ‘compra’ de Jair, abalou Adriano Silva (DEM), de quem ele era aliado ferrenho, se enganou. Só confirmou o que nós já sabíamos, ele é oportunista e traíra. Fora isso tudo, ele é um ótimo palhaço em ‘Marrocos’.

Desinformado

No ano retrasado o prefeito Francis Maris (PSDB) vetou uma Lei de autoria do vereador Cézare Pastorello (SD), permitindo que ocupantes de cargos comissionados pudessem exercer outras atividades fora do horário de trabalho. Foi injusto já que os efetivos podem. E o pior, é que hoje ele tem Secretários, coordenadores e gerentes que além de ocuparem os cargos comissionados têm outros empregos remunerados, advogando, dando aula e outras coisas. Isso vai ser cobrado agora. A lei do Pastorello que o Francis vetou poderia salvar ele de uma improbidade administrativa. Ironias do destino.
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