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02/11/2009 - 00:00

Prefeitura quer ajudar da sociedade para enfrentar problema com moradores de rua e menores abandonados

Assessoria/PMC Uma das soluções para tirar das ruas, menores e adultos alcoólatras é a criação de uma rede assistencial envolvendo a sociedade organizada e as autoridades constituídas em todos os níveis. Esta é a opinião do prefeito de Cáceres, Túlio Fontes, colocada durante mais um encontro realizado na prefeitura para debater a situação de menores e moradores de rua. O prefeito afirmou que o município está buscando fazer a sua parte, mas admite que sozinho fica difícil. “A nossa prefeitura possui poucos recursos e mão de obra limitada. Para que o trabalho surta efeito é preciso mais gente ajudando”, argumentou. Durante o encontro, que contou com a presença de conselheiro tutelares, secretários, coordenadores e autoridades como o vereador Alonso Batista, o comandante do 6º Batalhão da Policia Militar, Tenente Coronel João Evangelista e a promotora de Justiça, Valnice silva dos Santos, ficou acordado que representantes do Estado, clubes de serviço e das lojas maçônicas da cidade, serão convidados para expor o tipo de contribuição que poderão dar para criação da rede de apoio a moradores de rua e menores abandonados. “Não vamos nos acomodar até encontrarmos uma forma de atacarmos este problema”, acrescentou a secretária de Ação Social, Eliene Liberato Dias, que por determinação do prefeito Túlio Fontes, criou uma casa de apoio que está higienizando, alimentando e medicando dezenas de pessoas que insistem em viver nas ruas e praças da cidade. A criação da casa, aliás, se transformou em uma ação judicial aberta pelo Ministério Público que está apurando denuncias que prefeituras de cidades das regiões leste, norte e médio norte do Estado, após tomarem conhecimento que o município está tratando moradores de rua, estariam remetendo-os para Cáceres. Só mês de setembro, de acordo com a Secretaria de Ação social, aproximadamente 50 moradores de rua foram despejados no centro de Cáceres vindos de Água Boa, Sinop, Tangará da Serra, Barra do Bugres e Porto Estrela. A maioria tem passagem pela policia, sob acusação de roubo, trafico de drogas, estupro e até homicídio. “Entrevistamos e encaminhamos esse pessoal conforme eles desejavam, mas não temos condições de continuar fazendo isso, já que temos dificuldades para administrar nossos próprios problemas”, explica a Secretária de Ação Social. Imprimir