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06/04/2009 - 00:00

Diretores e coordenadores da Unemat rebatem críticas de docentes

Da Redação 24HorasNews Os diretores de institutos, faculdades e coordenadores de campi divulgaram nota, no site da Unemat, criticando a Associação dos Docentes (Adunemat) por “denegrir a imagem da reitoria e dos professores que ocupam cargos de gestão, utilizando-se de uma linguagem tosca, chula e mordaz, fazendo crer aos que lêem ou aos que ouvem dizer que esses ditames dos porta-vozes da Adunemat têm o aval e o apoio do universo de professores que constituem o corpo docente da Unemat hoje num total de 985”. A nota é em resposta as críticas feitas pela associação dos docentes sobre as mudanças implantadas pela reitoria referentes ao ano letivo 2009. Entitulada “A Adunemat representa a vontade dos docentes da Unemat?”, ela descreve que os posicionamentos da Adunemat revelam interesses políticos. “É sabido que o jogo verborreico da Adunemat, em ver fora da Unemat os gestores, legitimamente eleitos através do voto universal, esconde interesses (in)confessáveis pelo poder, de assumir os cargos de gestão da universidade, mas que lamentavelmente, a bravata e os discursos inflamados têm impedido a eleição de seus pares”. Os diretores e coordenadores afirmam ainda que a “Unemat enfrenta uma crise orçamentária e financeira no ano de 2009, motivada, em parte, pela crise mundial e pela aprovação do PCCS dos servidores técnicos e docentes em meados de 2008”. Reitera também afirmando haver “aproximadamente 250 professores e 100 técnicos com direito ao gozo de licença prêmio, alguns com até três licenças vencidas”. Desta forma, a universidade não teria orçamento para contratar professores e técnicos substitutos. A nota também elenca razões pela qual as decisões tomadas pela reitoria têm contrariado a Adunemat. “Preliminarmente, porque toda e qualquer decisão tomada pelo conjunto dos gestores da Unemat sempre será vista pela perspectiva de interesse político-partidário em que a Adunemat acredita. Para ela, não importa nenhuma busca de caminhos alternativos da qual não participa. Isso é real, uma vez que incansavelmente arroga para si, nos documentos que produz a autoria disso e daquilo. Qual a proposta do sindicato, então? Em termos gerais, ser contra qualquer proposta. Contra todos que não são filiados ao seu grupo político. Caso contrário, qual seria o seu discurso, as suas propostas?”, afirma. “Com relação às próximas eleições para os cargos de reitor e vice, queremos lembrar que a Adunemat, para garantir maiores chances à candidatura de seus pares, não teve pudor em negociar e propor no congresso a perda do voto universal por parte dos alunos. Também não teve vergonha de trair grande parte dos docentes, propondo que para participar da eleição para reitor tem que ter o título de doutor. Os mestres, ainda, a maioria dos professores da instituição, passaram a ser uma categoria de segundo plano, que não têm as condições exigidas pelo “pessoal” que integra a Adunemat”, acrescenta ainda a nota. O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) saiu em defesa da Adunemat, repudiando os ataques. “Representantes da instituição, por estarem em cargos de poder, se utilizam de seus veículos de comunicação inadequadamente para ocultar os problemas e desviar a atenção da questão central, instituindo uma forma de repressão que fere os princípios democráticos constitucionais”, defende a entidade. Dentre as mudanças que foram implantadas pela reitoria e causaram divergências está o aumento no calendário escolar (férias menores em julho e encerramento das aulas em novembro), corte nas bolsas de pesquisa, por exemplo. As mudanças estipuladas pelo reitor Taisir Karim foram tomadas, segundo ele, para contigenciar gastos. Com os remanejamentos, acadêmicos terão aulas aos sábados, o semestre encerrando em 3 de julho e recomeçando dia 13 do mesmo mês. Até fevereiro, professores e técnicos devem receber a licença prêmio e também as férias normais. A reitoria justifica ser este um período de economia de dinheiro porque profissionais interinos não precisarão ser contratados na ausência dos efetivos. No entanto, o argumento não se mostrou forte para convencer acadêmicos e associação. Imprimir