Notícias / Politica

23/01/2021 - 09:35

Governo vai insistir no 'Cota Zero'

Por Rufandoobombo

Ilustração

 (Crédito: Ilustração)
Um projeto de lei do Governo do Estado, que prevê a proibição do “transporte, armazenamento e comercialização” de peixes oriundos dos rios Mato-Grossenses, pode voltar à pauta na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). A revelação é do deputado estadual Wilson Santos (PSDB).

O parlamentar revelou a existência de um “compromisso” no Poder Legislativo para “rediscutir” o tema caso o Executivo apresente “estudos convincentes”. Após forte pressão de setores da sociedade, o projeto foi retirado da pauta da ALMT em março de 2020.

“Essa possibilidade o Governo sempre deixou de pé. Mas há um condicionamento. O projeto tem que se fazer acompanhar de estudos técnicos convincentes, de instituições científicas de credibilidade. Universidades, Embrapa Pantanal, Agência Nacional de Águas”, revelou o parlamentar, que hoje faz parte da base governista na Assembleia.

“Então quando houve a retirada do projeto, o Governo deixou claro que ele poderia retornar essa matéria à Casa. Porém, houve um compromisso dentro do Legislativo, de que ele precisa fazer-se acompanhar de estudos técnicos científicos profundos e convincentes”, explicou o deputado.

Na avaliação de Wilson Santos, que se mostra contra o projeto, o Governo do Estado deveria focar em outras políticas públicas se o objetivo é garantir o estoque pesqueiro dos rios de Mato Grosso – objetivo do projeto de lei do “Cota Zero”.

“O Governo precisa também combater o excesso de usinas hidrelétricas, na bacia do Alto Paraguai, impedir cinco novas hidrelétricas no rio Cuiabá, da barragem de Manso até Cuiabá. Avançar numa fiscalização dura contra a pesca predatória, fazer de uma vez por todas o recadastramento dos pescadores do Estado – isso conta com o apoio de todas as 22 colônias de pescadores -, da associação do segmento da pesca, impedir o desmate das matas ciliares, o esgoto in natura que cai nos rios, e o funcionamento das dragas durante a piracema”.

O projeto de lei encontra resistência de setores econômicos e também de políticos de Mato Grosso, que veem na iniciativa uma ameaça às populações ribeirinhas, que sobrevivem da pesca de peixes, utilizados tanto para consumo próprio quanto para o comércio.

Comentários

inserir comentário
6 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Jornal Oeste. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Jornal Oeste poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • por INDIGNADO, em 25.01.2021 às 08:20

    Essa cota zero não adianta nada, tem que proibir os turistas de levar os peixes, somente as pessoas que mora nas cidades as margens do rio poderiam levar porém com a devida cota. E tem outra não sei pra que temos que pagar a carteirinha amadora pra pescar ? Pra onde vai esse dinheiro ? Pessoas que nasceram e moram em Cáceres um exemplo assim como eu pra ir pegar uns bagres tem que pagar para o Estado ? Uma palhaçada isso. E quando o João diz que só deve comer na beira do rio não concordo pq quando vão pescar muitas vezes não vai a família inteira e pq não posso levar uns peixes pra casa pra fazer pra minha família ? Como eu disse tem que ter a cota e aumentar a fiscalização. E acabar com essa carteira amadora isso é só mais uma maneira que os políticos arrumaram pra nos roubar. Fico indignado com isso, cambada de safados.

  • por JUCA BALA, em 25.01.2021 às 08:09

    Tem que aumentar a fiscalização e recadastrar os pescadores com um acompanhamento pois em Cáceres existe muitos que se dizem pescador mas não vai nem na beira do rio o ano todo só querem é receber o seguro na piracema, isso é fato. Garanto que se tiver uma operação pra verificar isso mais da metade desse povo não é e nunca foi pescador, e fazer eles devolverem o dinheiro recebido indevidamente.

  • por Cidadão, em 23.01.2021 às 16:41

    De que adianta multar o cidadão em R@$100.000,00 se o coitado não consegue pagar nem R$1.000,00 ? Parece que foi feito para que não pague, e ainda volte a cometer o crime novamente.

  • por Ariranha, em 23.01.2021 às 16:18

    FDP esse deputado Wilson Santos,ele quer decretar um estado de calamidade pra cidade que depende da pesca!!!!

  • por cacerense em busca de progresso, em 23.01.2021 às 11:13

    João , concordo com sua opinião, consumir no no local, proibição de transporte, pois alguma caravana de turistas transporta toneladas de pescados, fiscalização e multa pesado para quem descumprir.

  • por joao, em 23.01.2021 às 09:53

    Sem fiscalização não adianta nada impor cota 0! Penso que seria bom para o meio ambiente e turismo a proibição “transporte, armazenamento e comercialização apenas poder comer um peixe na beira do rio! tem que proibir hidrelétricas , recadastramento dos pescadores do Estado pois só na cidade de Cáceres é a maior safadeza essa colônia dos pescadores! E as multas e as leis precisam mudar, se não o crime ainda compensará

 
Sitevip Internet