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12/11/2019 - 10:32

Receita Federal continua a ser ‘pedra no sapato' para início de voo entre Cuiabá e Bolívia; veja fotos

Por Wesley Santiago

Rogério Florentino/Olhar Direto

 (Crédito: Rogério Florentino/Olhar Direto)
A Receita Federal continua a ser apontada como a ‘vilã’ para que a novela envolvendo a internacionalização do Aeroporto Marechal Rondon, localizado em Várzea Grande (região metropolitana de Cuiabá), continue. Diversas exigências foram feitas, sendo que a última envolve a ampliação de uma das salas do órgão de 51 m² para 180 m². Para tentar destravar a questão, a Câmara Setorial Temática (CST) Faixa de Fronteira encabeçou os trabalhos e pretende fazer uma pressão política para que, finalmente, a cidade volte a ter o voo para Santa Cruz de La Sierra.
 
“Já tivemos isto no passado, existia o voo para Santa Cruz de La Sierra. É um local com voos para o mundo inteiro. É impossível que tenhamos que ir para São Paulo, voltar aqui por cima de Mato Grosso de novo, para seguir a outros destinos. Vamos conseguir reduzir por volta de quatro horas com tempo de espera e voo”, explicou o deputado Carlos Avallone (PSDB).
 
Segundo o secretário de Desenvolvimento de Mato Grosso (Sedec), César Miranda, o governador Mauro Mendes também encabeçou a missão de tentar destravar a internacionalização do aeroporto.
 
“Tem coisas que todos nós sabemos que precisam acontecer em Mato Grosso. Ninguém entende o porque desta novela. Essa situação criada no aeroporto é surreal. Por uma questão de nove metros para cá ou 30 centímetros para lá. Não podemos deixar que nenhum órgão atrapalhe o desenvolvimento do país, Estado ou município. Goiânia vai ter um voo para Lisboa e outros destinos e nós não? É um absurdo”, comentou o secretário.

A situação sobre a Receita Federal também é confirmada pelo superintendente da Infraero em Cuiabá, Laelson Augusto do Nascimento. Ele resumiu ao Olhar Direto que quatro dos três órgãos necessários já deram o aval para a internacionalização do aeroporto de Cuiabá.
 
“O processo está na Receita Federal. Eles acompanharam a construção das salas e cooperaram até no layout. Para nossa surpresa, quando conseguimos todo o restante, pediram mais área", disse o superintendente.

A frustração também é seguida pelo presidente do Sindicato das Empresas de Turismo no Estado de Mato Grosso (Sindetur), Omar Canavarros Junior. “A Azul já fez toda a parte dela, tem o espaço todo montado. A Receita Federal, por questões milimétricas, está atrasando tudo. Este voo irá Iria movimentar toda uma cadeia comercial no Estado. A companhia está quase cancelando a intenção de voar por conta desta burocracia. É uma pena, porque irá beneficiar não só o turismo, mas o comércio como um todo”.

A CST deverá convidar o delegado da Receita Federal em Mato Grosso para explicar as razões da imposição do órgão, na tentativa de sensibilizá-lo, a fim de buscar uma saída razoável em benefício do estado.

Receita Federal

A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Cuiabá informou ao Olhar Direto recentemente que intimou oficialmente a administradora do Aeroporto Mal. Rondon quanto às providências necessárias para as adequações estruturais que permitam o alfandegamento de passageiros no terminal, em  conformidade as normas que regem a matéria . 

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  • por Otávio, em 12.11.2019 às 10:44

    Que mania o brasileiro tem de culpar os órgãos públicos pelo descumprimento da lei... Se o aeroporto não cumpre os requisitos, a culpa não é da receita. A receita apenas fiscaliza o cumprimento das exigências legais. As pessoas nao cumprem a lei, querem dar um jeitinho e depois ainda colocam a culpa na administração.

 
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