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04/10/2019 - 12:50

Especial Cáceres: A Melhor e Feliz-idade da Razão

Por Jornal Correio Cacerense

Leandro Peska

Raquel Ramão com estudantes da escola que leva seu nome (Crédito: Leandro Peska)

Raquel Ramão com estudantes da escola que leva seu nome

A Escola Estadual "Onze de Março" foi criada pela Lei Estadual nº. 46 de 22/10/47,  no dia 1º. de abril de 1.948 como anexo do Grupo Escolar Esperidião Marques e dentre os fundadores, estava aquela jovem normalista, recém saída da adolescencia, Raquel Ramão no explendor de seus 18 anos, com uma florida estrada de sonhos pela frente, a percorrer no sacerdócio da eduação, com a árdua, porém divina missão, de formar gerações, para a Cáceres das próximas décadas.

Uma sonhadora recém-chegada de Corumbá, onde iniciara o curso normal em 1946, Tia Raquel, começou a lecionar inicialmente para cinco alunos, filhos de uma madrinha, enquanto concluia seus estudos, numa Cáceres em meados do século XX, dos carnavais com Chiquita Bacana na voz de Emilinha Borba, cuidados para cruzar as ruas  sem pavimentação, à luz dos lampiões de gás, onde raros Ford Coupé Deluxe trafegavam, água, só de poço mesmo, lembra ela.

Naquele tempo, lecionar era clinica geral, a professora ensinava desde as primeiras letras, do Caminho Suave, às operações de aritmética, geografia, história, ciências naturais, etc. Mãos e guardapó brancos de giz, a grande régua impunha respeito, e nem precisava, pois os alunos, da primeira série ao admissão ao ginásio, se comportavam.

Tia Raquel Ramão que se tornou da Silva ao se casar com o Tenente Silva, (in-memorian) foi professora, (1946/1978: Ceom) secretária e diretora de escolas (Ceom, Rodeio  e Garcês) por mais de 30 anos, quando se apoosentou em 1992 no Rodeio, sendo homenageada com seu nome na escola do bairro onde reside há mais de meio século, a Escola Raquel Ramão da Silva, do bairro Rodeio.

Recentemente, mais uma justa homenagem à grande mestra, que desfilou em carro-aberto na Parada Cívida de 7 de Setemnbro, como atração especial da escola, cuja denominação a eternizará na memória de todos que aprenderam com ela a arte de amar.


Tia Raquel, uma vida dedicada à eduação formando gerações. (Foto JCC).
 
Seu Elídio dá a receita de como passar dos 90 
 
Poconeano pantaneiro de quatro costados, Seu Elidio de Souza Neves, traquejado caboclo de 96 anos, (17/7/1923) mora há 76 anos em Cáceres, onde esteve jóvem para servir o exército durante cinco anos, lapso de tempo em que conheceu a bela Lidia Beltrão, que se tornou também Neves ao se casar com ele. “Foi às escondidas, porque naquele tempo,soldado e cabo não podiam se casar, então me arranjei com ajuda de um padre, uma freira e a gente se casou. Inclusive paguei dobrado no cartório pra não divulgar,” conta Seu Elídio.

Do casamento, com direito a bodas de ouro, a prole de 12 filhos, dos quais, 10 vivos. Dona Lidia, se foi fazem tres anos, depois de 69 anos de harmoniosa convivencia que o viuvo relembra folhendo albuns com fotos, lembranças felizes que o tempo não apaga. No bate papo ao pé do ouvido, ele relembra os tempos de doma de burro bravo nas fazendas, onde era o cára, do pé de valsa (era valsa mesmo) nos bailinhos na roca e arrebaldes, da lida na Cáceres sem luz e ou água potável. “Água era de poço e luz, lampiões nas ruas, quando aqui cheguei, deixando a roça, porque carecia de estudar os filhos, porque nunca tive estudos de letrados, só mesmo o básico,” diz. 

Segredos para a lúcida longevidade, ele explica, nunca fumou, beber só uns tragos de vez em quando, se alimentar bem, dormir nas horas certas, trabalhar bastante e não abusar da saúde. Amigo dos saudosos Aderbal e Orfélia Michelis, Seu Elídio se lembra dos primeiros festivais de pesca, uma beleza, era só na praça, sem muito barulho, sem politicagens. Ele não gosta de política e com razão, pois numa derrota da UDN, governo Pedrossian, ele quase perdeu o emprego de contínuo numa escola, não fosse a inrefrerencia de um ex-patrão, o fazendeiro Seu Átila, lembra Elídio. No mais, é beber uma água de coro na sombra da varanda e curtir as mais de 9 décadas com saúde e alegria de quem sabe viver.
 
Seu Elídio de Souza Neves, exemplo de longevidade. (Foto JCC).
 
Sua Excelência, escriba-mór pantaneiro Luizmar Faquini
 
Quem é o polaco mandraque do radio-jornalismo de Cáceres, que acorda as mentes dormentes pelas manhãs na canequinha esperta da Radio Difusora de Cáceres? Ele é ninguem menos que o Implacável Pai do Zé Bacuri, Sua excelência, Luizmar Faquini, o goiano de Goianira e um dos mentores do FIPE ao lado de Aderbal Michelis e  Adelino Ferreira Pirangueiro. Dileto filho do saudoso casal João Natal Faquini e Romilda Vaconcelos, em 1974, a fera chegou em Cáceres e carimbou com sua verve e profícuo trabalho, vários jornais, com assento mais demorado aqui no Correio Cacerense, batendo ponto também, por anos na Rádio Jornal e Rádio Clube FM, onde manteve por quase duas décadas um programa de entrevistas pelas manhãs abordando a classe política, ultimamente mais genérico na Radio Difusora, com o ético jornalismo de sempre.

Em seu vasto curriculo com uma invejável bagagem, Faquini, foi Professor; Assistente de Redação da Assessoria de Comunicação do Governo de Mato Grosso; Servidor contratado por dezenas de prefeituras e câmaras de vereadores; Revisor e redator do Jornal Correio da Imprensa (Cuiabá); Jornalista responsável e editor em vários meios de comunicação de Cáceres; Funcionário contratado da Universidade do Estado de Mato Grosso; Assessor Parlamentar, entre outras funções na área do jornalismo e comunicação; Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Cáceres; Membro da Seleta Sociedade Caritativa e Humanitária (Quadro de Cáceres) e foi assessor parlamentar na Câmara de Vereadores de Cáceres. Pela sua dedicação, desenvoltura e contribuição com a escrita, com a história e cultura em todo estado de Mato Grosso, foi agraciado pela Academia Lítero-Cultural Pantaneira, com o Título Honorífico de Comendador da Ordem Acadêmica Lítero-Cultural Pantaneira.
 
Luizmar Faquini, o Senhor das letras, com a vez da voz. (Foto Arquivo).  

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