Notícias / Educação

24/04/2019 - 15:51 | Atualizado em 24/04/2019 - 16:03

Educação de Cáceres compra R$ 420 mil em carne em Cuiabá sem licitação

Por Antoniel Pontes/Jornal Oeste

A secretária Municipal de Educação, Eliene Liberato(PSDB) fez dispensa de licitação e contratou pelo valor de R$ 429.479,50 mil  uma empresa cuiabana de carne que já foi condenada pela Justiça por fornecer pelanca, gordura e carne podre para as escolas do município de Várzea Grande.
 
As informações da dispensa de licitação está disponível no Diário Oficial do Município que foi publicado hoje (24).

Nesta ação foi condenado o proprietário da Angus Alimentos Eireli, Silvio Antonio da Silva Junior, dono da empresa e mais uma pessoa. Ambos foram condenados há detenção, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e multa.

Segundo o processo que condenou Silvio Antonio, ao invés de entregar a carne contratada, a empresa entregava rejeito para ração.
 
A sentença proferida em primeira instância conta que a empresa participou de uma licitação realizada pela Prefeitura Municipal de Várzea Grande, onde se consagrou vencedora para fornecer gêneros alimentícios destinados à merenda escolar. No contrato celebrado com a Administração foi estipulado, entre outros, o fornecimento de carne bovina de segunda, em cubos, magra e congelada, com percentual aceitável de gordura de 10% sem manchas, parasitas ou larvas, com cor e odor característicos, sem apresentar gelo superficial, água dentro da embalagem, nem sinais de recongelamento.

Porém, o denunciado fraudou o contrato decorrente da licitação, alterando a qualidade da mercadoria fornecida, com carne bovina com forte odor atípico, sendo que os pacotes de 1 kg eram preenchidos em mais da metade com pelancas e gorduras, desrespeitando o percentual de tolerância estipulado no contrato, além de alguns pacotes possuírem carnes com partes amareladas, insetos e grande quantidade de gelo. Há ainda, informações nos autos de que as carnes bovinas apresentadas para vistoria à equipe de nutricionistas não era a mesma que estava sendo fornecida às escolas. Apurou-se ainda, outras unidades escolares reclamaram da péssima qualidade da carne fornecida.

Ao Jornal Oeste, Eliene disse que referente ao motivo da dispensa, o executivo fez em caráter emergencial.

“ Trata-se de dispensa em caráter emergencial para garantir o fornecimento da merenda escolar, em função da manifestação da empresa anterior acerca da impossibilidade em  fornecer”, explica a secretária.

Ao ser indagada sobre o porquê a Secretaria não escolheu uma empresa de Cáceres ou da região para a dispensa, Eliene explica.

“Apesar de procuradas, as empresas de Cáceres e região que possuem documentação aptas, não tiverem interesse no fornecimento”, ressalta.

Eliene ao ser questionada se a Secretaria sabia das ações já julgadas e agora em segunda instância que botam em xeque a qualidade da carne fornecida pela empresa, a secretária alega que desconhece o processo condenatório da empresa escolhida sem licitação.

“Desconhecemos qualquer condenação da empresa neste sentido. Em relação ao processo da PMC, a empresa contratada atendeu todos critérios para o fornecimento, os quais são verificados de forma contínua ao longo da contratualidade, e havendo qualquer irregularidade, serão tomadas as medidas legais cabíveis”, finaliza Eliene.

A redação entrou em contato com o dono da Angus, mas até o fechamento da matéria não conseguimos completar ligação.

Comentários

inserir comentário
13 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Jornal Oeste. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Jornal Oeste poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • por fico de olho, em 25.04.2019 às 09:41

    não justifica contratação emergencial depois de 6 (seis) anos de gestão, isso é falta de competência!!!! onde estão os órgãos fiscalizadores??? deveriam ainda terem atentado quanto a idoneidade da empresa contratada!!! absurdo!! mais é isso farra com dinheiro público e omissão do MP, MPF e outros!!! controladoria não barrou pq? procuradoria não barrou pq??

  • por Ricardo, em 25.04.2019 às 06:34

    Os gestores tem sempre uma resposta padrão.... E a vida continua!!!!!

  • por SERVIDOR REVOLTADO, em 25.04.2019 às 05:42

    PORQUE NÃO COMPRA EM ARAPUTANGA

  • por EX ELEITOR DE TAQUES, em 25.04.2019 às 05:40

    QUEM FALO QUE EM CACERES TEM VEREADORES TEM UM BANDO DE SAFADO

  • por Marionely Viegas, em 25.04.2019 às 04:47

    Kkkkk mais uma da terra deve que apreedeu, diga-se de passagem, muito bem, mamar mas terás do poder. A secretaria é tão esperta que chega a contrariar a Lei de Newton, não cai nunca kkkkkk

  • por Judite, em 24.04.2019 às 18:25

    Juba não tem condições, piada né. Ainda ir pra Cuiabá e ter logo uma empresa dessa q já foi condenada, certo q tem boi na folha de bananeira

  • por Rodrigo, em 24.04.2019 às 17:58

    Pra que frigorífico aqui? Não tem boi aqui não! Só pode ter ZPE. A única forma de gerar emprego em Caceres é a ZPE. Não tem nenhuma outra opção.

  • por Veruska, em 24.04.2019 às 17:51

    Engraçado... outro dia não teve um diretor de escola aqui que veio defender a chefe dele dizendo que a merenda agora estava divina e maravilhosa? Que não faltavam nenhum produto. Que o cardápio era cumprido fielmente nas escolas. Como será que tinha carne se o fornecedor aparentemente não entregava? Será que a Bela Gil estava dando consultoria e trocaram a carne por broto de alcachofra?

  • por Maria Angela, em 24.04.2019 às 17:23

    ATRIBUIÇÃO DO CONSELHO DA ALIMENTAÇÃO ESCOLAR- CAE ACOMPANHAR E FISCALIZAR.

  • por Poeta, em 24.04.2019 às 17:10

    Só Deus mesmo pra proteger as crianças cacerenses. Como diria Castro Alves: “Deus! Ó Deus! onde estás que não responde?”

Mais comentários
 
Sitevip Internet