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06/02/2018 - 09:38 | Atualizado em 06/02/2018 - 09:41

Gerente da Vigilância diz que procura por vacina contra febre amarela é pequena em Cáceres

Por Sinezio Alcântara

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Ilustração

 (Crédito: Ilustração)
Apesar da ampla divulgação nos meios de comunicação e da gravidade da infecção, que já matou centenas de pessoas, em vários estados do país, principalmente, São Paulo e Minas Gerais, a procura para vacinação contra a febre amarela, nas unidades de saúde, em Cáceres, é reduzida. A Secretaria de Saúde, através do setor de Vigilância em Saúde (Visa) disponibiliza à população, 16 pontos de vacinação, contudo, a procura tem sido aquém da esperada.

“Montamos uma estrutura considerável, com 16 unidades de saúde, para atender a toda população, mas infelizmente, a procura pela vacina ainda é pouca” informa o coordenador Antônio Carlos de Jesus Mendes, acrescentando que além dos pontos de vacinação, a Vigilância em Saúde, mobiliza vários agentes de saúde para o trabalho.

O coordenador informa que, a VISA não trabalha com uma meta específica para vacinação em adultos. Explica que pode vacinar qualquer pessoa de até 59 anos ou que não tenha como comprovar que já vacinou. Após essa idade será necessária uma prescrição medida para avaliar o risco-benefício. Em relação a crianças, conforme o coordenador, a meta em 2017 era de vacinar 1.540. Porém, compareceram para vacinação apenas 895, alcançando somente 58,12 % do previsto.

“Sabemos que a procura pela vacinação tem sido pouca. Mais, ainda não dispomos de um levantamento oficial, o que será feito, nesta semana. O que sabemos é que a meta de vacinação de crianças não foi alcançada. A previsão era 1.540, mas foram vacinadas apenas 895”.

Dados do país

O Ministério da Saúde divulgou, na terça-feira (30/01) um novo balanço dos casos e mortes de febre amarela no Brasil. De acordo com o MS, são 213 casos confirmados da doença, sendo que 81 pessoas morreram devido à infecção desde 1º de julho de 2017.

O governo federal recebeu 1.080 notificações de casos suspeitos – 432 foram descartados e 435 permanecem sob investigação. Em comparação com o mesmo período de 2016/2017, há uma queda de 54% nos casos confirmados. As mortes devido à doença diminuíram 44%.

Em São Paulo, o número divulgado é de 165casos confirmados (boletim de 29 de janeiro, com dados desde janeiro de 2017); no Rio de Janeiro, são 27 casos (boletim 29 de janeiro, com dados desde janeiro de 2017); em Minas, 81 (boletim de 30 de janeiro, dados desde julho de 2017).
 
Prevenção:

Como a transmissão urbana da febre amarela só é possível através da picada de mosquitos Aedes aegypti, a prevenção da doença deve ser feita evitando sua disseminação. Os mosquitos criam-se na água e proliferam-se dentro dos domicílios e suas adjacências. Qualquer recipiente como caixas d’água, latas e pneus contendo água limpa são ambientes ideais para que a fêmea do mosquito ponha seus ovos, de onde nascerão larvas que, após desenvolverem-se na água, se tornarão novos mosquitos.

Portanto, deve-se evitar o acúmulo de água parada em recipientes destampados. Para eliminar o mosquito adulto, em caso de epidemia de dengue ou febre amarela, deve-se fazer a aplicação de inseticida através do “fumacê”. Além disso, devem ser tomadas medidas de proteção individual, como a vacinação contra a febre amarela, especialmente para aqueles que moram ou vão viajar para áreas com indícios da doença. Outras medidas preventivas são o uso de repelente de insetos, mosquiteiros e roupas que cubram todo o corpo. O objetivo é evitar a circulação e expansão do vírus.

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