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25/11/2017 - 09:58 | Atualizado em 25/11/2017 - 10:00

Polícia da Bolívia devolve duas caminhonetes roubadas em MT

Por Hérica Teixeira | Sesp-MT

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Assessoria

 (Crédito: Assessoria)
Duas caminhonetes Hilux roubadas nas cidades de Cuiabá e Cáceres foram localizadas pelo Departamento de Investigação e Combate ao Roubo de Veículos (Diprove) de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. Ao detectar que os veículos eram de Mato Grosso e havia registro de roubo, imediatamente as autoridades policiais bolivianas entraram em contato com o Grupo Especial de Segurança na Fronteira (Gefron) para fazer a devolução.

Os veículos foram entregues na quarta-feira (22.11), na base do Gefron em Corixa, em Porto Esperidião (358 km a Oeste). Na quinta-feira (23.11), o comandante do Diprove, coronel Freddy Zarate Valda, foi até a sede da Delegacia Especializada de Fronteira (Defron), em Cáceres, para reafirmar a integração no combate à criminalidade que envolve o Estado e o país.

Para o comandante do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), José Nildo Silva de Oliveira, é muito importante esta aproximação para coibir as práticas criminosas na área de fronteira. “Com esta parceria vamos atuar em conjunto para enfraquecer os crimes praticados na fronteira”.

A delegada titular da Defron, Cínthia Cupido, elogiou resultado da ação e acrescentou que a segurança pública de Mato Grosso se torna ainda mais eficaz no enfrentamento ao crime. “Continuaremos a estreitar nossa atuação com a polícia boliviana. Os veículos roubados ou furtados no nosso Estado servem como moeda de troca para o tráfico de drogas”. Ela ainda acrescentou que os veículos serão entregues para os proprietários.

Policiamento na fronteira

Há 15 anos, o Gefron, vinculado à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), desempenha as atividades de combate a crimes como tráfico de drogas, contrabando e descaminho de bens e valores, evasão de divisas e roubos de veículos ao longo dos 983 quilômetros de fronteira seca e alagada que separam o Brasil e a Bolívia.

Os policiais realizam patrulhamentos pelas rodovias, estradas vicinais, operações, barreiras fixas e volantes. Ao todo, são três postos de fiscalização: Matão (no município de Pontes e Lacerda), Vila Cardoso (em Porto Esperidião), Avião Caído (em Cáceres), além da base do grupamento, em Porto Esperidião.

Os policiais também atuam em parceria nos seis postos fixos do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) do Corixa, Corixinha, Las Petas, Fortuna, Ponta do Aterro e Marfil.

Defron

Em fevereiro de 2017, Mato Grosso inaugurou a primeira Célula de Inteligência Integrada de Fronteira, que faz parte da Delegacia Especializada de Fronteira (Defron). O objetivo é abrigar em um único espaço operadores de inteligência das forças de segurança estadual e federal para o enfrentamento aos crimes fronteiriços.

Profissionais da Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Sistema Prisional, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal vão compartilhar dados para que, juntos, possam desencadear operações para o desmonte das organizações criminosas.

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3 comentários

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  • por Moraes, em 26.11.2017 às 20:07

    Corrigindo a Vossa Matéria a Base pertence ao INDEA/MT , com o nome de Barreira Sanitaria da Corixa onde a PM faz a segurança e Vistoria dos veiculos , no entanto a mesma localiza se no municipio de Cáceres próximo ao 1° PEF (PELOTÁO ESPECIAL DE FRONTEIRA) antigo Destacamento Militar do Exécito Brasileiro - Corixa, fronteira BR/BO que da acesso a San Mathias!

  • por Falar a verdade, em 26.11.2017 às 15:26

    O Diprov oferece veículos roubados de outros países como Chile, Peru e vende para os seus conhecidos em San Matias tem veículos circulando. O próprio comandante do Diprov recebe suborno para dar documento frio de camionetes que foram roubadas no Brasil. Infelizmente é a verdadeira realidade.

  • por Galdencio, em 25.11.2017 às 16:10

    Só pra inglês ver. Num universo de centenas de milhares devolvem 2. A Bolívia está infestada de criminosos vagabundos brasileiros que são muito bem vindo naquele País e as suposta otoridade nada faz para reverter essa situação.

 
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