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06/12/2016 - 09:49 | Atualizado em 06/12/2016 - 09:55

Sete em cada dez alunos do país não sabem o mínimo de matemática

Por Renata Mariz

Marcus Castex

Professores inovam para tentar atrair a atenção dos estudantes para a matemática (Crédito: Marcus Castex)

Professores inovam para tentar atrair a atenção dos estudantes para a matemática

Sete em cada dez estudantes brasileiros de 15 anos não sabem o mínimo de matemática para serem capazes de exercer plenamente a sua cidadania, de acordo com parâmetros adotados pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa).

A pesquisa, que verificou o desempenho de alunos de 70 economias globais em ciências, matemática e português, utiliza uma escala de proficiência que vai até 6 nessas três áreas. O nível 2 é considerado pelo Pisa como o mínimo para que o jovem possa viver com autonomia, utilizando seus conhecimentos para aproveitar oportunidades. Porém, 70,25% dos nossos adolescentes obtiveram notas abaixo do nível 2 em matemática.

Isto significa que a vasta maioria dos nossos estudantes de 15 anos não consegue interpretar enunciados de um problema, identificar o que está sendo solicitado e nem realizar tarefas simples dessa disciplina.

A nota geral do Brasil em matemática foi de 377 pontos, muito abaixo da média de 490 pontos dos 70 países avaliados. Mesmo o Espírito Santo, melhor estado brasilero nesta disciplina, obteve pontuação baixa, de 406 pontos. Alagoas foi a pior unidade da federação nessa área, com 339 pontos. São Paulo ficou com o sexto lugar, enquanto o Rio aparece apenas da 15ª colocação nacional, com 366 pontos.
 
Quando o assunto é a excelência nos resultados, somente 2,2% alcançaram, no Brasil, os níveis máximos (5 ou 6) em ao menos uma das áreas avaliadas, ante 15,3% verificado entre as nações que integram a OCDE, entidade responsável pelo Pisa. Para Maria Helena Guimarães de Castro, secretária-executiva do Ministério da Educação (MEC), o dado representa uma tragédia para o futuro dos jovens:

— Verificamos que a maioria não tem o mínimo adequado para exercer a cidadania, tomar decisões, entender o mundo que o cerca, saber distinguir o mais adequado do ponto de vista ético, fazer uma escolha política, pensar no seu futuro. É extremamente preocupante.

E prosseguiu elencando as consequências de um nível de ensino tão ruim:
 
— Significa que esses jovens terão poucas oportunidades no mundo globalizado, resultando no agravamento da desigualdade, quando verificamos as nossas competências com os países desenvolvidos.

Maria Helena defende que o Brasil seja comparado aos países da OCDE no Pisa, e não apenas às nações com perfil parecido, como os emergentes, ao comentar críticas recorrentes sobre misturar sociedades desenvolvidas e não desenvolvidas em avaliações educacionais:

— Na hora de compararmos a economia, o Brasil é apontado como o oitavo do mundo e há um orgulho nisso, porque isso é relevante. E na educação não estamos melhorando, essa é a verdade.

Comentários

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4 comentários

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  • por Saulo, em 04.02.2017 às 04:53

    O post é que o minimo de alunos não sabe matemática, acho que quem escreveu esse post também não a foto acima é um calculo de física.

  • por Magalhães - Professor, em 07.12.2016 às 12:06

    A turma das esquerdas não dá nem um pio nesse momentos.É o cinismo aliado a safadeza dos culpados por mais uma tragédia nacional da era Petistas- Petralhas que deixou os pobres sem empregos e seus filhos sem estudos.

  • por Maria, em 07.12.2016 às 11:13

    Nos próximos anos o governo deve criar bolsas para a sobrevivência destes alunos que vão formando no Brasil mas não tem rendimento escolar suficiente para buscar a sua independência através de um emprego, serão os excluídos diplomados sem o conhecimento mínimo. Na minha opinião o estado deveria ser punido pela qualidade da educação que vêm sendo oferecida. Não precisa dizer pra onde foram as verbas que deveriam ter chegado até a sala de aula nestes últimos anos. Ladroagem de cima para baixo e vice-versa.

  • por Paulo Renato, em 06.12.2016 às 18:27

    Tudo culpa do ECA, o professor não pode falar A contra o preguiçoso e intelectualmente despreparado que o mesmo logo pede para ser atendido por psicólogo e muitas das vezes ganham uma balinha ou pirulito em troca da sacanagem feita em sala. Quem se lasca nessa historia toda é o bom professor ou professora e a maioria dos alunos que querem aprender...

 
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