Artigos / Claudionor Duarte Corrêa

08/10/2020 - 10:47

Cultura por detriminação

                                                                                                                              A cultura é um conjunto de ações do Palco, do Picadeiro, do Atelier, da Editora, do Museu, do Teatro e Dança etc.. Tudo isso faz parte da documentação histórica de um povo, criando assim uma identidade cultural de seu cotidiano, toda essa dinâmica conceitual requer uma ética estrutural:  É preciso entender a cultural artística, histórica e patrimonial, materializada ao longo de sua existência no Município, cujas limitações não podem existir para que não seja confundida com a “cultura do boi, da soja, do arroz e por ai vai” ...

                    Tem que conhecer suas definições e adversidades, conceitos predominantes na hierarquia histórica do povo pantaneiro fundamentada no seu desenvolvimento cultural, “O Homem só existe NA e PELA cultura, ao nascer o indivíduo é colocado em contato com ELA e vai aprendendo a ser Homem através de todo esse sistema cultural...”, “É criando a cultura que o homem se faz homem...”, no contexto da vida e isso que deveria acontecer na sua sensibilidade crítica e autocrítica, isso é o que se diz nas filosofias da existência humana (Ser ou não ser, eis a questão...).

                   Diante desse contexto, particularizo sobremaneira  a vasta potencialidade histórica e cultural do nosso Município, titularizada em verso e prosa, como a Princesinha do Paraguai  que nos últimos anos (se não me falha a memória) ficou um tanto esquecida por um sistema político, cujos interesses eram distantes de seus valores estruturais já existentes, provocando assim um processo de estagnação e abandono em sua ascensão para as futuras gerações, os exemplos estão por ai, é só olhar para os espaços culturais, artísticos, patrimoniais (Os bens Móveis e Imóveis), o Centro Histórico da Cidade com seu casario secular, suas ruas e avenidas.

                     Mediante ao  descarte governamental viciosos na má gestão de mobilização cultural, cabe urgentemente aos atores, protagonistas, cada um seu segmento, focalizar a “Patologia Cultural” existente no Município, com isso empreender um processo de “cura cultural” através de um amplo questionamento sobre as ações e propostas dos futuros Gestores (Candidatos a Prefeito e Vereadores) com a participação de todos os segmentos que tem interface no sistema cultural (Turismo, Meio Ambiente, Educação e  Assistência Social) , as mudanças culturais estáveis só vão acontecer com o confronto de opiniões, discutir os problemas do ponto de vista meramente cultural. 

                      Isso significa participar do desenvolvimento intelectual e a maturidade cultural do Município, e preciso urgentemente incorporar aos “PLANOS” de governo uma política estrutural do livre exercício democrático de FATO. É fundamental que nasça uma nova mentalidade no fazer cultura pública de interiorização na restruturação imediata das estruturas administrativas de apoiamento à Produção Cultural e Artística, a preservação folclórica e a sustentabilidade do Patrimônio Histórico, bem como, uma revitalização dos espaços físicos culturais e simplificando os entraves burocráticos, facilitando a vida dos artistas em suas mais diversas manifestações.

                       Nesse momento de restruturação do pós-pandemia urge a necessidade da presença do ESTADO E MUNICÍPIO cumprindo o seu papel de Agente Público em criar e manter estruturas, para que toda essa rica produção cultural aconteça, atinja o cidadão, promovendo a criação de um calendário oficial de eventos culturais e artísticos, levando a nossa arte para fora das fronteiras. É preciso que não “DETERMINE” a Cultura num “PLANO” de improviso eleitoral, apenas para ganhar notoriedade política a mais, esse quadro real do “fazer cultura” na Gestão Pública sempre ficou em segundo plano, mas isso tem que mudar, transformar a vida cultural do Município em uma obra de arte, porque senão, as nossas raízes pantaneiras não passarão de mera coincidência no passado de um povo.

                        Afinal Cáceres a princesinha do Paraguai é uma cidade tradicional, histórica, turística de gente simples e hospitaleira ....  “E a chalana vai seguindo o remanso do rio...”
Claudionor Duarte Corrêa

por Claudionor Duarte Corrêa

Servidor da prefeitura de Cáceres e Guia de Turismo Regional
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