Artigos / Beatriz Garcia Marques

21/03/2018 - 07:24

​Politicagem

Ah...o ano eleitoral! Como pesa esse termo. O ano em que as disputas excedem a moralidade, o escrúpulo é ignorado e vale tudo na briga pelo poder.

Basta abrir os jornais que as capas estampam a maior das mazelas: a politicagem. Politicagem define-se como: “política de interesses pessoais, de troca de favores, ou de realizações insignificantes.” 

Uma delas em particular me chamou atenção, logo após o PSDB confirmar a pré-candidatura de Geraldo Alckmin à presidência uma lei foi sancionada por ele “Dia do Orgulho Negro” em São Paulo.

Irônico, em quatro anos de mandato como governador seu olhar perante a minoria foi um tanto quanto inexistente.

Seria equívoco pensar que a politicagem se faz presente nesse ato de “nobreza” ou uma simples questão de raciocínio?

Em um país em que a luta das minorias é marcada pela violência e discursos de ódio, as máscaras são reposicionadas sobre as cabeças conservadoras a fim de, erroneamente, fingir uma adesão ao combate. Apropriam-se e usufruem da dor dos oprimidos para enaltecerem uma campanha.

É evidente esse caos moral quando Temer cogita uma possível candidatura.

Não queremos o pão circo, não queremos discursos tendenciosos, não queremos lutas vãs. Queremos um país transparente, embasado em condutas e fundamentos consistentes. Queremos lutar e enxergar na escuridão da política brasileira. Mais mudanças e menos politicagem.
Beatriz Garcia Marques

por Beatriz Garcia Marques

É acadêmica de Comunicação Social - UFMT
 
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