Artigos / Wilson Fuá

09/02/2018 - 07:16

Os vícios na política

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                                    Estamos em ano eleitoral, e os pré-candidatos já estão apresentando suas caras e somos nós que pagamos para que eles sejam felizes.

                 São projetos pessoais, são candidatos sem compromissos com o povo, e entre os acordos e os desacordos, tudo ficará no passado, porque palavra de político está valendo menos do que um “pequi ruído”, no mundo político nada é eterno e verdadeiro, pois os que eles “falam em pé, não sustentam sentados”.

                Quantos candidatos são eleitos para comandar, porque  os eleitores o escolheu pela sua aptidão técnica revelada no desempenho das suas tarefas durante a sua vida profissional, mas quando eleito não tem autoridade para exercer o poder, pois não tem habilidade de fazer as pessoas comandadas obedecê-lo, pois a sua influência pessoal é quase nula, por falta de liderança e por falta de decisão.

                  Na verdade o grande líder, para ser reconhecido como tal, antes de assumir as suas atitudes de poder, tem que ter a habilidade nata, que o faz tratar os seus liderados com a maior espontaneidade, principalmente porque sabe tratar as pessoas, como gostaria de ser tratado, porque sabe que o poder é transitório, e ao fim do seu mandato, voltará a ser um cidadão comum, como todos os demais.

             É fácil distinguir um líder em relação a um tarefeiro. O primeiro tem a habilidade de mandar e o outro de obedecer. O tarefeiro nunca terá sucesso de liderança, pois terá dificuldade em influenciar os seus comandados.  
             Duram as campanhas eleitorais, os candidatos apresentam  os seus programas, que na verdade são propagandas enganosas, pois não define a origem dos recursos que financiarão a sua administração de sonhos.  Na maioria das vezes os candidatos são enganadores, pois o mundo para ele aparece em perspectivas diferentes, ou seja, ele vê o mundo de acordo com a ótica dos seus marqueteiros, e não vê o estado como ele é.
        
 Nesta eleição por falta de lideres e sem o financiamento do meio empresarial, será a campanha mais pobre da história da política deste país.  A campanha eleitoral será financiada pelas doações arrecadadas somente de pessoas físicas e nessa crise, o cidadão não irá colocar seu “rico dinheirinho” para financiar enriquecimentos ilícitos de políticos e depois cair nas investigações do MPF e Polícia Federal, por isso, o povo poderá escolhe um tarefeiro de “primeira viagem” ou um político profissional, pois os verdadeiros líderes viraram a esquina do tempo e desaparecem, porque a política virou jogo de interesses, e nada mais.

           A coisa mais ridícula é ver um político eleito, após a posse, vir em entrevista coletiva dizer não sabia da situação que se encontrava o país, se soubesse não candidataria, mas depois dos 04 anos, lá está ele lutando pela reeleição, e afirma que a política é uma cachaça, e “quem entra, não saí mais”, mas como ficam os eleitores depois de 04 anos de sofrimento?   

           O eleitor terá que estar ciente da sua responsabilidade, ao votar, cada um de nós, termina como um cúmplice dos políticos que colocamos lá, pois político para exercer um mandato, terá que receber uma procuração por 04 anos, por isso, no dia da eleição, não é dia de farra e pescaria, é um dia cívico, para que todos os eleitores possam exercer o poder de escolha ou mudar tudo, não votando em quem tem mandato, a limpeza geral será promovida ao não reeleger quem não respeitou o seu voto, não espere pela reforma eleitoral, pois com o seu voto tudo pode ser mudado, a sua vontade tem força de lei na democracia.

          Não dê oportunidade a quem não merece a honoraria do seu voto, não renove as oportunidades a quem está entre os denunciados ou investigados, faça um exercício de memória e promova a justiça com o seu próprio voto.         
Wilson Fuá

por Wilson Fuá

É Especialista em Recursos Humanos e Relações Políticas e Sociais
wilsonfua@gmail.com
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