Artigos / Beatriz Garcia Marques

06/12/2017 - 02:29

Pelo nosso direito

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Começo de Dezembro, época em que a mídia explora a indústria do comércio com afinco, inundam as ruas de anúncios promocionais e incitam o consumismo exacerbado. Paralelamente à isso, os telejornais discretamente tratam do assunto que deveria ser o mais explorado: o futuro da política nacional. Isto porque 2018 é um ano eleitoral, precedendo um período de ferrenha crise econômica que afetou, sobretudo, o poder de compra do brasileiro. Desta forma, a mídia se mostra completamente contraditória, ao passo que vem mostrando desde o primeiro semestre deste ano, partindo do escândalo envolvendo o presidente da república, um cenário calamitoso no âmbito político e agora, no segundo semestre, tem abafado a crise com a promessa de um fim de ano promissor ao bolso brasileiro. O que não é verdade.

Basta observar nas ruas, pouca movimentação nas lojas, comércios fechados com placas de vende-se para todos os lados, os mercados vazios, devido ao preço exorbitante das mercadorias e os lazeres de fim de semana suspensos devido ao mesmo motivo. É claro que o país continua com sua famigerada crise, carregada pelas mãos da corrupção e pela pouca atuação dos superiores políticos.

O que me chamou atenção essa semana foi a pouca atenção dada pela próprio núcleo televisivo em relação ao debate político referente às eleições presidenciais de 2018 na rede bandeirantes. Transmitido em horário não acessível à maioria e com apenas 30 minutos e duração, o debate apresentou Manuela D’Avila como candidata pelo PC do B. Uma mulher jovem e com carreira no campo político, mas que durante o debate foi “atacada” por vezes em relação ao seu partido esquerdista em detrimento de discussões acerca das reais propostas. Isso mostra o poder da manipulação midiática que a colocou como frágil e impedida de apresentar as colocações. Por isso vale a reflexão: o que virá nos jornais para quem não assistiu ao debate? Somente essa visão pronta da candidata pressionada pelos demais. Digo, não coloco aqui posição de preferência política ou coisa parecida, apenas uma análise do perigo de  abraçar ideias “mastigadas”. O povo precisa ter acesso às discussões de forma justa, afinal, é ele quem decide o futuro do país. Pelo meu, o seu e o nosso direito. 
Beatriz Garcia Marques

por Beatriz Garcia Marques

É acadêmica de Comunicação Social - UFMT
 
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