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Mato Grosso tem mais de mil professores com especialização sem reconhecimento
A audiência pública requerida pelo deputado estadual Ezequiel Fonseca (PP) realizada nesta quinta-feira (16.08) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, teve como objetivo debater sobre a admissão de diplomas de Pós-Graduação expedidos por instituições estrangeiras, de acordo com o tratado de reciprocidade acadêmica assinados pelo Brasil com o Mercado Comum do Sul (Mercosul), além de Portugal.
O debate contou com a participação do deputado federal Eliene Lima (PSD), do suplente de deputado estadual Valdizete Nogueira (PSD), do presidente da Associação Nacional dos Pós-Graduandos em Instituições Estrangeiras de Ensino Superior (ANPGIEES), Profº Vicente Celestino de França, do representante da Associação Brasileira de Pós-Graduados do Mercosul (ABPOS-Mercosul), Profº Carlos Estephanio, do diretor da faculdade de Postgrado em Pedro Juan Caballero – Paraguay, ProfºDr. Flavio Portillo Benítez, do assessor técnico do conselho de educação da Espanha no Brasil, Marcial Blanco, Do suplente de senador e representando o deputado Percival Muniz (PPS) José Medeiros, entre outras autoridades.
Baseado no projeto de lei apresentando pelo deputado Ezequiel Fonseca que dispõe sobre o reconhecimento de diplomas de Pós-Graduação feito no exterior, e pelos depoimentos de professores e estudantes que se sentem prejudicados com a demora da admissão dos diplomas nas instituições brasileiras e principalmente não são admitidos, especificamente no estado de Mato Grosso, o debate se conduziu através do ponto de que o país deve abrir as portas para aqueles que querem melhorar os seus conhecimento e contribuir no desenvolvimento educacional do Brasil.
“Hoje em Mato Grosso mais de 1.000 professores estão aguardando o momento de que seus diplomas sejam admitidos e consequentemente recebam os seus direitos. Tenho a convicção de que o projeto de lei que apresentei terá o apoio dos demais parlamentares e juntos tentaremos sensibilizar o congresso nacional para que a situação se resolva de forma que este processo não seja tão demorado, como é o caso de professores que esperam mais de 5 anos por esta ação”, argumentou o deputado Ezequiel Fonseca.
De acordo com o professor Vicente Celestino a situação do Brasil é de desrespeito aos tratados internacionais, pois muitos brasileiros não têm os seus direitos reconhecidos, “Pessoas que fizeram pós-graduação fora do país e que hoje não tem o seu diploma reconhecido significa um atraso para o nosso país, as nossas instituições deveriam abrir mais vagas para capacitar os nossos professores e desejo que este projeto de lei seja referendado pelo Estado, por meio de uma lei estadual” pontuou o professor.
Através de dados apresentados pelo representante ABPOS-Mercosul, Carlos Estephanio, mostrou que no Brasil existem 13 milhões de pessoas com cursos de graduação concluídos, mas, desse total, apenas 784 mil possuem uma pós-graduação. Além disso, considerando-se uma média de mil habitantes, apenas 1,6 são doutores.
Na avaliação de Estephanio, os graduados não conseguem eventuais benefícios financeiros e incentivos, devido a existência de preconceito, o que inibe as instituições de fazerem as universidades brasileiras terem autonomia, entretanto segundo o professor, elas sofrem uma pressão de bastidor por parte dos órgãos governamentais, mais especificamente a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), que se vêem acuadas.
“Nestas perspectivas elas não fazem a revalidação, obrigando milhares de brasileiros a recorrerem as estâncias jurídicas para que tenham seus benefícios prometidos,” concluiu Estephanio.
Acompanhando este processo arduamente,o deputado federal Eliene Lima afirmou que é preciso dar uma solução para a situação dos estudantes diplomados no exterior, e defendeu que Mato Grosso caminhe no sentido de garantir a revalidação dos títulos dessas pessoas.
“O que eu percebo é que existe um lado ideológico que contrapõem fortemente hoje na CAPES e no meu ponto de vista isto não tem sentido. Vamos finalizar este projeto de lei da admissão, dar um passo adiante da revalidação e fazer valer o sacrifício de muitas pessoas que fazem investimentos pessoais para concluírem seus cursos no exterior e que sofrem com a falta de reconhecimento de seus diplomas pelo Estado” indagou o parlamentar.
Ao final da reunião, o deputado estadual Ezequiel Fonseca e o deputado federal Eliene Lima receberam do representante da Associação Nacional de Pós-Graduados em Instituições Estangeiras de Ensino Superior, Vicente Celestino de França, um diploma comprobatório de entrega da Medalha de Mérito Educacional Educador Paulo Freire.
Estiveram também contribuindo com o sucesso da audiência, a Conselheira do Conselho Estadual de Educação, Maria Auxiliadora Coutinho, do pró reitor da Universidade do Estado de Mato Grosso -Unemat, campus Cáceres, o professor Weily Machado, do presidente do Instituto Pantanal Pacífico da Bolívia, Carlos Soria Garcia, do professor da Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT, Pedro Kaiser, do professor Josemar de Souza, representando o pró reitor de pós graduação da Unemat, profº Antônio Francisco Malheiros e todos os convidados que participaram e expuseram suas idéias.
Por: Assessoria em 17/08/2012 09:15:36
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| João Petrus (Cáceres) | 2012-08-17 20:07:52 |
| Cuidado com esses títulos. Os que tiverem méritos que sejam validados, mas validar porque existe um desejo não basta. Os brasileiros que fazem seus estudos no Brasil sofrem muito para terem seus títulos. O trabalho é árduo, e é fiscalizado de perto pelas instituições de fomento como CNPq e CAPES. Então validar por validar não é o melhor caminho, é necessário prudência. Imaginem, daqui a pouco muitos outros vão cursar seus doutorados no mercosul, se tiver qualidade tudo bem, mas a questão é simples como vamos saber? Vejo que cautela nesse caso é fundamental. E mais, deve-se valorizar os que fazem no Brasil, segundo nossas leis. Isso é muito sério. |
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