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Vereadores de Cáceres se mostram incompetentes ao mandarem MP fiscalizar obra paralisada
 Fonte: Jornal Oeste 
Da Redação

A Câmara de Cáceres “assinou um atestado de incompetência” na sessão ordinária desta segunda-feira, 8, ao aprovar uma indicação da vereadora Lucia Gonçalves (PT)- foto -, na qual o poder legislativo municipal apóia um abaixo assinado dos servidores e alunos do campus do Instituto Federal de Educação de Mato Grosso (IFEMT), protocolado no Ministério Publico no ultimo dia 22, que denuncia o abandono e coloca em duvida a qualidade da obra de pavimentação das avenidas dos Ramires e Europa, que liga a escola ao Bairro Vila Real.

Dos nove vereadores presentes, apenas o vereador Celso Fanaia (PSDB) votou contrário a matéria. O vereador Leomar Mota (PP), se absteve usando a sua condição de presidente da mesa diretora.

Votaram pela aprovação da indicação os vereadores Alonso Batista (PT), Josias Modesto (PTB), Usias Pereira (PSDC), Antonio Salvador da Silva (PSDC), José Élson Pires (PR) e Cabo Nilson Pereira (PRB).

A indicação desagradou o líder do prefeito Celso Fanaia. Antes de votar contra, ele pediu que na indicação constasse que a responsabilidade pela paralisação não era da prefeitura e tão pouco da empreiteira.

“A prefeitura vem cobrando a Caixa Economica insistentemente há vários meses e a empreiteira não tem mais fôlego para tocar a obra”, protestou o parlamentar lamentando que os vereadores, entre eles Lucia Gonçalves, não tenham conhecimento e não busquem informações a respeito.

O vereador Alonso Batista, colega de bancada de Lucia Gonçalves, tentou amenizar a situação argumentando que a iniciativa tinha o propósito apenas de reforçar o movimento dos estudantes e trabalhadores do IFEMT, mas a justificativa foi rechaçada pelo líder do governo que considerou a proposta uma confissão de incompetência e demonstração de desalinhamento político já que o PT ajudou a eleger o prefeito Túlio Fontes e faz parte da administração e da bancada de situação na Câmara.

“Respeito às posições políticas e ideológicas de cada um dos vereadores, mas política se faz em grupo”, emendou.

O prefeito Túlio Fontes confirmou hoje pela manhã que a paralisação da obra é de responsabilidade da Caixa Economica Federal.

Ele disse que pessoalmente já fez varias cobranças para que técnicos do banco fizessem as medições para agilizar a sua conclusão, mas até o momento isso não aconteceu.

“Esta semana irei novamente a Superintendencia da Caixa e se necessário a Brasíia para resolver este e outros impasses semelhantes”, explicou lembrando que o período chuvoso e a demora na liberação de recursos também contribuíram para o atraso da obra.

Com relação a atitude da vereadora Lucia Gonçalves, acompanhada pela maioria dos vereadores, inclusive da base de sustentação, o prefeito lamentou o ocorrido e disse que vai se reunir com a executiva do PT para checar se esta é uma posição pessoal da vereadora ou do partido.

“O PT foi importante na nossa eleição e faz parte da nossa administração. É uma situação política anormal alguem que faz parte do governo, agir como um opositor”, ponderou.

O prefeito também considerou precitadas as criticas feitas por estudantes e servidores sobre a qualidade do serviço já executado. “Estão prejulgando algo que ainda não esta concluído. Eu mais do que ninguem jamais vou receber um serviço de má qualidade”, frisou lembrando que fez um aditivio de prazo para conclusão da obra.

A obra

A obra lançada no dia 7 de maio do ano passado está paralisada desde outubro, quando a empresa Cosman Engenharia, deixou de receber as medições de serviços já executados.

Conforme informações da secretária de Finanças, Marlene Fornanciari Teixeira, há 90 dias um empenho no valor de R$ 225 mil aguarda repasse da Caixa Econômica Federal.

“Desde o início dos trabalhos a empresa recebeu uma única medição, equivalente a R$ 200 mil. As obras estão paralisadas porque, até agora a CEF só pagou a primeira medição”, explicou a secretária.

A pavimentação, orçada em R$ 780 mil, está sendo executado com recursos do governo Federal, viabilizados pelo Deputado Federal Carlos Abicalil (PT). Ela deveria ser concluída em 90 dias.

Notícia Postada em 09/03/2010

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